IPAC e UFBA reforçam parceria com municípios da Chapada Diamantina

08/10/2013

Esta semana, uma equipe multidisciplinar formada por técnicos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) visita os seis municípios da Chapada Diamantina inclusos na 2ª etapa do projeto `Circuitos Arqueológicos´. O objetivo é estreitar laços com as prefeituras e suas secretarias de Cultura, vereadores e lideranças comunitárias, além de apresentar o projeto de forma mais detalhada e as ações previstas para esta segunda fase. A programação teve início ontem (07) e vai até quinta-feira (10 – outubro, 2013). Estão sendo visitados Seabra, Boninal, Ibicoara, Piatã, Mucugê, Andaraí e Utinga. “As visitas desta semana têm um sentido de aproximação e diálogo”, explica a coordenadora de Articulação e Difusão (Coad) do IPAC, Carolina Passos, cuja presença na viagem também tem o objetivo de falar das ações e do papel institucional do IPAC. Outros seis municípios já haviam sido visitados na 1ª etapa: Iraquara, Lençóis, Morro do Chapéu, Palmeiras, Wagner e Piatã. Nesta segunda fase, também participam as secretarias estaduais do Meio Ambiente, Educação e Turismo. Durante as visitas, a equipe do IPAC também distribui o folder dos ‘Circuitos Arqueológicos’, a 4ª edição revista e ampliada do folder ‘Patrimônio Cultural’, que pela primeira vez reúne os bens culturais protegidos pelo Estado e União na Bahia, e o flyerdo Sistema de Patrimônio Cultural (SIPAC, patrimonio.ipac.ba.gov.br), que disponibiliza todas essas informações on line para interessados de qualquer parte do mundo via Internet. MILHÕES DE ANOSPara o coordenador técnico dos ‘Circuitos’, o arqueólogo e professor da Ufba, Carlos Etchevarne, é fundamental entender a Chapada como local de indícios da ocupação humana de grande valor histórico. “O projeto é uma forma de garantir que as pessoas façam turismo e tenham acesso à informação de preservação para que futuras gerações entendam esse passado”, diz o especialista. Com território formado há 1,7 bilhão de anos, a Chapada encontra-se a cerca de 400 km da capital baiana, detém as maiores altitudes do Nordeste brasileiro – com pontos de mais de dois mil metros de altura –, enorme variedade ambiental e significativas edificações. MEIO AMBIENTE e PATRIMÔNIOO projeto começou em 2010 com proposta de unir os bens naturais, arqueológicos e culturais da região, para criar roteiros de visitação, buscando parceria entre os poderes públicos, empresariado e comunidades. A ideia é conseguir a conservação desses bens e a boa recepção turística, via desenvolvimento sustentável. Além dos bens paisagísticos e naturais, a Chapada detém importante acervo arquitetônico-urbanístico dos séculos XVIII, XIX e XX, com algumas da cidades e vilas tombadas como Patrimônio Cultura do Brasil, via Ministério da Cultura (MinC). Até agora o projeto sensibilizou 1,8 mil pessoas, treinou 450 multiplicadores, mapeou 67 sítios de pinturas rupestres, promoveu 43 oficinas, resultando em nove roteiros de visitação e nove exposições na região. Mais informações podem ser obtidas na Coordenação de Articulação e Difusão (COAD) do IPAC, via telefone (71) 3116-6945 e endereço eletrônico coad.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado também via site www.ipac.ba.gov.br