Antônio Torres é o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras

11/11/2013

Escritor baiano ocupa cadeira número 23, que já pertenceu a Jorge Amado e a Zélia Gattai

O escritor e romancista baiano Antônio Torres foi eleito na última quinta-feira, 7 de novembro, imortal da Academia Brasileira de Letras. Ele ocupa a cadeira número 23, que pertencia ao musicólogo e jornalista Luiz Paulo Horta, falecido em agosto de 2013. A cadeira, cujo patrono é José de Alencar, já pertenceu também a Jorge Amado e a Zélia Gattai. Em maio deste ano, Antônio Torres foi convidado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) para participar do II Encontro de Estudos, que aconteceu em Juazeiro. O evento reuniu pesquisadores, estudantes e interessados em discutir a realidade dos sertões em sua dimensão plural no Centro de Cultura João Gilberto e integra a programação da II Celebração das Culturas dos Sertões. Nascido em Sátiro Dias, Antônio Torres ganhou, em 2007, o prêmio Jabuti com “Pelo Fundo da Agulha”. Sua obra mais conhecida, dentre as dezessete que lançou desde 1972, é “Essa Terra”, de 1976. O romance tem como pano de fundo a migração de nordestinos em busca de uma vida melhor em São Paulo. Com reconhecimento internacional por suas obras, Antônio Torres já publicou livros em países como Itália, Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Bélgica, Holanda, Israel, Bulgária, dentre outros.