
Avançar no conceito de Economia Criativa e na sistematização de informações para ter uma avaliação qualitativa e quantitativa dos impactos do setor. Estas foram algumas das observações feitas durante a leitura crítica do Documento Bahia Criativa pelos especialistas convidados, Paulo Miguéz e Gilberto Monte, e apresentadas no seminário
Diretrizes e Iniciativas para o Desenvolvimento da Economia Criativa na Bahia. O evento foi uma das etapas do desenvolvimento do Documento e
reuniu representantes do segmento
nesta segunda (13), noauditório/foyer Orlando Moscoso do Sebrae. Coordenada pela
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), a elaboração do texto vem sendo feita desde agosto de 2012, a fim de planejar e promover ações de fomento aos segmentos da Economia Criativa.
"A partir do Documento, teremos um desafio de transformá-lo em um conjunto de ações sistemáticas organizadas, definindo áreas e os potenciais da Bahia que serão atendidos por políticas públicas no setor da Economia Criativa ", afirmou o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, durante a mesa de abertura que foi composta ainda pelo superintendente do
Sebrae na Bahia,
Edival Passos, e pelo diretor de Planejamento Econômico da Superintendência de Planejamento Estratégico da Secretaria do Planejamento da Bahia, Roberto Fortuna.
Durante a leitura crítica do Documento, que atentou para os avanços e lacunas nas políticas públicas para a Economia Criativa no Estado, Paulo Miguez, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências e do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA, esclareceu que "este é um documento de trabalho que se desdobrará em um documento com Planos e Metas. É importante que tenhamos cuidado pois a Cultura é um tecido frágil, para que nós não a imaginemos subordinada inteiramente ao mercado".
Já o músico e gestor cultural fundador da empresa In-Vento, Gilberto Monte, que também realizou a leitura crítica do Documento, observou que a tecnologia e a inovação são palavras-chave na Economia Criativa. "É importante também apostar e investir na comunicação das oportunidades. Oferecemos muitas oportunidades de formação, por exemplo, e é necessário que essa informação chegue aos interessados. Precisamos promover mais", apontou.
Documento Bahia Criativa - Vem sendo elaborado - desde agosto de 2012 - por um Grupo de Trabalho que envolve representantes de diversas secretarias e o Sebrae. O texto do Documento aponta diretrizes, metas e fontes de recursos para ações voltadas a cinco linhas de atuação do setor: Territórios Culturais, Promoção, Fomento Especializado, Formação e qualificação e Informação e Reflexão. De acordo com a diretora de Economia Criativa da SecultBA, Carmem Lima, o tema Economia Criativa está em pauta desde os anos 90 em países como a Austrália e a Inglaterra. No Brasil, só em 2005 que começou-se a discutir com mais força. "E na Bahia, o Documento vai construir diretrizes estratégicas para permitir a sistematização de uma carteira de iniciativas integradas para o fortalecimento da dimensão econômica dos segmentos cultural e criativo”, conclui a diretora.
Economia Criativa - A Economia Criativa é um setor transversal que trata de processos que envolvem criação, gestão, produção e distribuição de produtos e serviços, que usam a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos e que, por isso, precisam ser apoiados como qualquer outro setor da economia. Acompanhando essa tendência, a SecultBA busca melhorar o apoio a setores como Moda, Design, Serviços Criativos, Artes Performáticas e todas as linguagens que envolvem criatividade e economia, e que são contempladas no Documento Bahia Criativa. Deste modo, artistas, agentes, produtores e todos os envolvidos neste setor são convidados a participar do seminário e contribuir com a sua elaboração.