28/01/2014
O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), segunda mais importante entidade arquivística do país, tem ganhado maior visibilidade nas últimas semanas, atingindo recorde de consultas. Situado na Baixa de Quintas, em um prédio antes ocupado por um hospital mantido por jesuítas, o local recebeu, desde o início do mês de dezembro até a primeira quinzena de janeiro, 306 pesquisadores oriundos de diferentes países do mundo, como Estados Unidos e Portugal, além de também atrair historiadores de outras regiões do país, a exemplo de São Paulo.
O Arquivo Público oferece diversos serviços de pesquisa, entre eles a microfilmagem, impressões de documentos antigos e acesso ao sistema informatizado de consulta. Por conta do significativo aumento no número de visitas, alguns pesquisadores precisam ser transferidos para a biblioteca ou para outros setores da unidade, que servem como apoio quando a quantidade de pessoas que podem ser comportadas na sala de consultas excede.
Concluída em 2013, com recursos estaduais orçados em R$ 843 mil, a primeira etapa da requalificação do sistema elétrico, de rede lógica e telefones possibilitou que os pesquisadores pudessem utilizar os equipamentos de microfilmagem e impressão, além do conforto da nova sala de consulta, é o que garante Igor Gomes, doutorando da Universidade Federal Fluminense, do Rio de Janeiro: “Depois da reforma o serviço do Arquivo Público da Bahia ficou mais ágil, a chegada e saída das documentações está funcionando melhor. Quanto a parte elétrica, ficou muito melhor, o sistema de iluminação daqui é semelhante ao do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, onde eu também faço pesquisa”, avaliou o pesquisador.
Para os próximos meses estão previstas outras etapas da reforma das instalações do Arquivo Público do Estado da Bahia, que está funcionando de forma limitada, em razão da execução de obras que visam qualificar a infra-estrutura física do Solar da Quinta do Tanque. Os investimentos, em torno de R$2 milhões, visam assegurar a modernização da preservação e do acesso ao patrimônio documental. Essa será a primeira intervenção no imóvel, desde 1980, quando o Arquivo Público foi transferido da Rua Carlos Gomes para a Baixa de Quintas. Trata-se de uma construção secular, erguida pelos jesuítas no século XVI e tombada pelo (Iphan), em 1949.
Fonte: ASCOM/FPC
