Olodum celebra 35 anos de música e militância

28/02/2014
O Carnaval 2014 de Salvador presta uma homenagem aos 40 anos de blocos afro na Bahia, em referência à criação do Ilê Aiyê, em 1974. Na trilha do “mais belo dos belos”, surgiram nas décadas de 1970 e 1980 dezenas de entidades culturais responsáveis pela divulgação das heranças africanas no carnaval, aliando arte e ação social. Neste cenário, uma das mais destacadas é o bloco afro Olodum, a entidade negra mais internacional da cultura baiana, que já realizou turnês em 37 países e participou em quatro Copas do Mundo, além de apresentações com estrelas pop como Michael Jackson, Jimmy Cliff e Paul Simon. Fundado no Maciel Pelourinho, em abril de 1979, o Olodum celebrará seus 35 anos na Avenida com o tema: ''Ashanti – O Trono Dourado e a Rainha Yaa Asentweaa''. Além da forte percussão, com 150 músicos sob comando do mestre Memeu, que marca a presença do samba reggae no carnaval, e uma ala de dança formada por 50 dançarinos, o Bloco Olodum será animado pelos vocalistas Mateus Vidal, Lazinho, Nadjane Souza, Satyra Carvalho e Narcizinho, que juntos vão trazer muitas alegrias para o carnaval. O Olodum desfila sexta-feira, no Campo Grande (Circuito Osmar, a partir das 22h), domingo na Barra (Circuito Dodô, a partir das 15h) e terça novamente no Campo Grande (Circuito Osmar, a partir das 18h). Também na sexta-feira, o Olodum faz sua tradicional saída do Pelourinho, a partir das 18h, na Rua das Laranjeiras, n. 30, onde está localizada a Escola de Música Olodum. Ashanti - Com o tema deste ano, o Olodum leva para a avenida uma homenagem a Gana, país da África ocidental, contando a história do importante grupo étnico Ashanti que se tornou conhecido pelo comércio de ouro e cujas mulheres detinham o poder pelos seus segredos e aconselhamentos. “A história do povo Ashanti é uma história de lutas e conquistas. Por isso escolhemos esse tema para celebrar nossos 35 anos. Nesse Carnaval 2014, quando chegamos aos 40 anos de blocos afro na Bahia, estão sendo homenageados não somente o Ilê Aiyê, mas também o Olodum e muitos outros blocos que não existem mais", destaca Marcelo Gentil, vice-presidente do Olodum. Gentil explica que dentre os blocos que influenciaram o Olodum, pode citar o Ilê Aiyê e o Apaches do Tororó, que também celebra 35 carnavais. As comemorações continuam após a folia momesca. "Depois do Carnaval, teremos turnê internacional. E, em abril, teremos o mês todo de festividade, com shows, seminários, entrega de troféus e outras atrações de uma grande programação para o aniversário de 35 anos do Olodum", adianta Marcelo Gentil. Ouro Negro - O bloco afro Olodum integra o Carnaval Ouro negro, programa de fomento da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia / SecultBA voltado às entidades de matriz africana. O Carnaval da Cultura, promovido pela SecultBA, apoia centenas de artistas, atrações e entidades carnavalescas, numa programação pautada pela diversidade cultural. A programação completa do Carnaval da Cultura está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br ecarnaval.bahia.com.br