04/03/2014
O Rixô Elétrico voltou às ruas nesta segunda-feira de carnaval, desta vez no circuito Dodô (Barra/Ondina). O quadriciclo estilizado arrancou olhares curiosos, sorrisos e muitos pulos do folião pipoca. Guiado por seu idealizador, o compositor, guitarrista e bandolinista baiano Fred Menendez, e os músicos Shafiek Patriarca (bateria), Eduardo Brandão (violão) Fábio Rocha (baixo) e Eleilson Amorim (teclado), todos vestidos como pede a ocasião: com fantasias loucas e coloridas, o Rixô Elétrico espantou a chuva com muito frevo, axé e lambada.
“Era isso o que faltava. Esse movimento, essa interação. Todo mundo brincando, dançando junto, sem confusão é muito legal mesmo”, diz a estudante de geologia Pérola Costa. A dona de casa, Dalila Salles achou o Rixô “curioso”. “É uma geringonça muito criativa, interessante e original. Traz uma música boa. Olha aí como coloca o povo para dançar”, observa.
A brincadeira contou até com as presenças atualmente raras do confete e da serpentina, trazendo de volta um tempo quando a brincadeira de carnaval que mais valia era a mais ingênua e inusitada. “Antigamente a gente tinha aquela coisa da fantasia, da mamãe sacode. Era um prazer tão grande vestir e usar aquelas coisas coloridas, irreverentes. Tinha até a competição para ver quem estava mais bonito. O nosso carnaval perdeu essa magia, mas parece que isso vem voltando. Vejo aí um movimento forte que resgata o carnaval pipoca, a diversão sem custos, sem abadá, e o Rixô está à frente dele”, constata Fred Menendez.
Apesar de não ser a primeira vez no carnaval de Salvador, segundo Menendez, este é o ano que o Rixô Elétrico comemora a conquista de uma posição de maior visibilidade. “Eu espero que este carnaval que a gente está realizando através do Carnaval da Cultura se conserve assim, que não venham a deixar que essas pequenas atrações precisem formalizar blocos, que, realmente, elas saiam sempre para o povo. É uma grande oportunidade para pessoas que têm talento, que têm criatividade. O público merece isso. Que nos próximos anos existam milhões de Rixôs não só aqui em Salvador, mas em outros lugares”, conclui Menendez.
No último dia de carnaval o Rixô Elétrico leva sua alegria para o bairro de Periperi, às 20h.
Foto: Edson Ruiz