04/03/2014
o último dia do Carnaval do Pelô 2014, se reúnem a cantora Márcia Short, com extensa história no carnaval baiano, Juliana Ribeiro que se encarregou da pesquisa sobre as matrizes da música baiana, e o ator Érico Brás, também compositor e músico, muito conhecido por participar do seriado da TV Globo ‘Entre tapas e beijos’. Esses artistas criaram um projeto de show performático que propõe agregar linguagens artísticas diversas abrindo a última noite da folia no Pelourinho.
A característica desse show é que cada um tem uma experiência em tempos diferentes na música. “A experiência de Márcia contribui direto na musicalidade baiana. Temos Juliana que está se firmando e fazendo história para o samba e eu que sou completamente diferente porque cantava no teatro, mas tinha grupo de samba de roda no subúrbio e essa mistura é bem curiosa porque tem uma coisa que é comum em nós três que é a musicalidade negra, que não se aprende, ela se manifesta”, diz Brás. Para ele, ninguém aprende a ser negro, “a gente é negro e essa característica em comum, mas com trabalhos diferentes, que se forma a Pipoca Black”, afirma o ator.
“A nossa ideia foi montar uma corrente de força e boa música. É um trio que representa bem o momento da música de Salvador, onde a terra é em sua maioria é negra e então resolvemos fazer uma fusão dos nossos trabalhos. Cada um doou um pouco da sua essência para montar esse conjunto que logo mais vocês vão ver”, revela Márcia Short.
No repertório, samba-reggae com a voz marcante de Short, Érico canta Caymmi e Vinicius, enquanto Juliana contribui com os sambas de roda que já são conhecidos pelo público, formando uma união de forças para pintar uma aquarela musical. “Sabe aquela pipoca que fica no fundo da panela que dá aquela torradinha e que fica mais gostosa com gosto de manteiga? Pois é, ela é a pipoca black,” brinca Juliana Ribeiro.
Foto: Nayara Lobo