04/03/2014
“Meu Deus do céu, na terra é carnaval / Chama o pessoal / Manda descer pra ver / Filhos de Gandhy”, esse foi o pedido, em forma de canção, do mestre Gilberto Gil, ícone consagrado da música popular brasileira que, todos os anos, é uma das atrações do afoxé Filhos de Gandhy, uma das 104 entidades que integram o Carnaval Ouro Negro 2014, programa de fomento da Secretaria de Cultura voltado para entidades de matriz africana. Em cima do trio do Gandhy e ao lado do maestro Letieres Leite, da Orkestra Rumpilezz, nesta terça-feira, Gilberto Gil renovou sua ligação histórica com o carnaval da Bahia, que este ano, deu destaque à cultura negra com o tema: “40 anos de Blocos Afro”.
A passagem do afoxé Filhos de Gandhy, que além de Gilberto Gil, foi animado pelo cantor Aloísio Menezes, marcou a terceira noite do Afródromo no Campo Grande. Foram três noites e cerca de 30 entidades desfilando em horário mais digno, com presença da imprensa e um público interessado. Na última noite de carnaval, o “tapete branco da paz” foi seguido pela sua versão feminina, o afoxé Filhas de Gandhy, conduzido pela cantora Savannah Lima. Depois vieram os blocos afro Muzenza, Olodum e o Ilê Aiyê, que teve como convidado Lazzo Matumbi, além de outras entidades que celebram as heranças ancestrais africanas em nossa cultura. Também foi a vez da celebração pelos 40 anos do Commaches do Pelô, que veio de pagode, para representar o segmento Bloco de Índio, que também integra o programa Carnaval Ouro Negro.
Texto: André Santana
Foto: Edson Ruiz
