12/03/2014
Cinco agentes culturais de Salvador foram escolhidos na última segunda-feira, 10, para compor a comissão eleitoral responsável por organizar o pleito que definirá os representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador (CMPC). O encontro reuniu cerca de 70 pessoas no Espaço Xisto Bahia, no prédio da Biblioteca Central, nos Barris.
O evento foi capitaneado pelo presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, que também estará à frente do CMPC. Estiveram presentes o vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura (CEC), Aurélio Schommer, e o conselheiro de cultura Almandrade. “Fico feliz que minha cidade finalmente terá um conselho de cultura. Já era necessário há muito tempo. Nunca é tarde para preencher essa lacuna”, celebrou Schommer.
Após serem apresentadas as pessoas interessadas em fazer parte da comissão, foram selecionados Robson Mol (circo), Bruna Teixeira (cultura popular), Raimilton Carvalho (teatro, dança e música), Marcos Cristiano (teatro de rua) e Luiza Marques (cultura negra). Além desses representantes da sociedade civil, a comissão eleitoral terá outros cinco membros indicados pelo poder público municipal.
A comissão será responsável por coordenar, orientar e definir as atividades relativas às eleições dos representantes da sociedade civil durante o mandato do biênio 2014/2015, previsto para iniciar em abril. Em contrapartida, ninguém que integra a comissão poderá ser conselheiro de cultura do município.
“Minha colaboração é no sentido de tentar promover o processo mais democrático possível. Quero possibilitar a participação do máximo de pessoas da área cultural de Salvador e criar um processo que seja, ao mesmo tempo, democrático, amplo e inclusivo”, comentou Robson Mol, que também é presidente do Colegiado Setorial de Circo.
IMPORTÂNCIA – O CMPC terá caráter consultivo e deliberativo, com composição paritária entre o poder público e a sociedade civil. Serão 30 membros, sendo 10 representantes das diversas linguagens artísticas; 11 membros do poder executivo municipal; quatro pertencentes a instituições representativas da área cultural (Iphan, Ipac, Câmara Municipal e universidades) e cinco representantes territoriais, oriundos da sociedade civil.
O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, ressaltou a importância desse momento de estruturação do órgão. “A ideia é que todo processo de construção do Conselho Municipal de Política Cultural seja realizado de forma democrática. Assim, a comissão que irá organizar o processo eleitoral conta com cinco representantes da sociedade civil, legitimados por ela. Sua função será desenhar a eleição do conselho e, para isso, terá liberdade de opinar até que se chegue a um formato mais próximo do ideal para atender as necessidades do campo cultural”, disse.
O vice-presidente do CEC, Aurélio Schommer, lembra ainda a necessidade de um diálogo entre o órgão municipal e o Conselho Estadual de Cultura. Isso porque a formalização do CMPC representa a consolidação do Sistema Municipal de Cultura no maior município da Bahia. “O futuro conselho municipal deve ser plural, representar, se possível, até mesmo a plateia, as artes, as manifestações culturais, o folclore, o patrimônio, enfim, deve ser de fato um instrumento de ampliação da democracia representativa e não apenas a ressonância de interesses de pequenos grupos”, falou.