09/06/2014
“Geralmente a gente tem voz para pedir. Hoje, a gente veio aqui para agradecer”. Foi com essas palavras que Adelmo Costa, presidente do bloco carnavalesco indígena Apaches do Tororó, surpreendeu o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, ao lhe conceder uma modesta e representativa homenagem do bloco: um cócar emoldurado. Costa esteve no gabinete de Rubim na tarde desta segunda-feira (09), no Palácio Rio Branco, acompanhado da diretora de eventos Apaches, Ana Cristina, do parceiro e mestre de capoeira, Ruan Augusto e o casal de porta-bandeiras, Maú do Samba e Mel Neves.
Na ocasião, Costa lembrou da importância do Projeto Carnaval Ouro Negro, lançado no ano de 2008 pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e que tem como objetivo apoiar os desfiles de blocos dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índios. Para Costa, esse apoio da Secretaria só trouxe benefícios: “Esse ano, a gente se preparou, concentrou todas as nossas forças para o domingo de carnaval e foi muito bom porque conseguimos fazer tudo que foi garantido”. Rubim agradeceu imensamente a presença do bloco na Secretaria. "Estou muito honrado com esse presente. “Através do Projeto Ouro Negro, a SecultBA cumpre com o seu papel de investir em políticas públicas voltadas para a manutenção e fortalecimento dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índios", disse.
No Carnaval de Salvador 2014, 104 entidades de matrizes africanas desfilaram em todos os circuitos da folia com o apoio do projeto Carnaval Ouro Negro. Desde 2010, a SecultBA apoia entidades deste segmento também em Feira de Santana, segundo maior município da Bahia, para os desfiles durante a Micareta de Feira.
