14/07/2014
Com documentos nominados e registrados como Memória do Mundo pela Unesco, o Arquivo Público do Estado da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado é a segunda maior instituição arquivística do Brasil, custodiando um acervo documental de valor único para a memória nacional. Devido a esta importância, o Arquivo Público será um dos palcos da segunda temporada da 3ª Bienal da Bahia, que segue com sua programação de cem dias de atividades culturais e educativas em Salvador e municípios baianos.
A partir do dia 17 de julho (quinta-feira), a unidade receberá ações que envolverão dez artistas baianos e de outros estados. Às 10hdeste dia será realizado um pique-nique aberto ao público nos jardins do Arquivo, local conhecido como “Quinta do Tanque”. Na ocasião, será resgatado o hábito dos jesuítas que ali moravam de troca de experiências, leituras e diálogos sobre história, antropologia, turismo, arquitetura, arte e outras temáticas.
Intitulado “Quintas na Quinta”, o programa acontecerá às quintas-feiras, até o dia 4 de setembro, sempre às 14h e terá encontros com os professores Sergio Guerra e Luiz Paulo Neiva sobre “Canudos”, com Marcelo Cunha e Dona Sisi (Fundação Pierre Verger) sobre “Racismo Científico” e a intervenção artística “Feminária Musical”, de Ana Paula Fiuza, do Grupo Feminista de Experimentos Sonoros da Escola de Música da UFBA.
Dentre os artistas que farão exposições e intervenções no Arquivo, estão Eustaquio Neves, Gaio, Giselle Beiguelman, Ícaro Lira, José Rufino, Omar Salomão, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Rodrigo Matheus e S. da Bôa Morte, além da artista cubana, Maria Magdalena Campos Pons. Até setembro, o público poderá interagir também com a Exposição: Arquivo do Museu Antropológico e Etnográfico Estácio de Lima, que estará aberta à visitação a partir deste dia, das 9h às 17h.
Educativa – A programação da 3ª Bienal no Arquivo Público também incluirá visitas guiadas em parceria com a Escola Parque (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), nas quais os estudantes visitarão as exposições e ações que estarão sendo realizadas a partir do dia 17. Haverá equipes de mediação formadas pelos artistas, que guiarão os estudantes e o público em geral em meio às instalações.
Internacional – No dia 19 de julho (sábado), às 10h, a artista cubana, Maria Magdalena Campos e o artista Neil Leonard, levarão ao Arquivo Público a performance sonora e corporal intitulada “Conversação”, na qual irá criar uma série de diálogos a partir de sua experiência na Bahia, do contato com as pessoas e dos documentos encontrados no Arquivo. Nascida em Cuba e radicada em Boston (EUA), a artista (veja entrevista) tem, em sua trajetória artística, trabalhos que envolvem, principalmente, a fotografia, performances, meios audiovisuais, e esculturas.
Para facilitar e ampliar o acesso do público à programação no Arquivo Público, a Fundação Pedro Calmon disponibilizará gratuitamente um ônibus todos os dias, de 17 de julho a 7 de setembro, saindo do Teatro Castro Alves (Campo Grande) às 14h em direção ao Arquivo, na Baixa de Quintas.
PROGRAMAÇÃO
17 DE JULHO (QUINTA-FEIRA)
9h às 17h – Exposição “Arquivo do Museu Antropológico e Etnográfico Estácio de Lima” e instalações de artistas abertas à visitação
10h – Abertura com pique-nique aberto ao público nos jardins do Arquivo Público.
14h – Projeto “Quintas na Quinta”, com leituras, diálogos e poesia nos jardins e visitas guiadas por artistas.
19 DE JULHO (SÁBADO)
9h às 17h – Exposição “Arquivo do Museu Antropológico e Etnográfico Estácio de Lima” e instalações de artistas abertas à visitação
10h – Performance sonora e corporal da artista Maria Magdalena Campos Pons (Cuba) intitulada “Conversação”
24/7, 31/7, 7/8, 14/8, 21/8, 28/8 e 4/9 (QUINTAS)
“Quintas na Quinta”, às 14h nos jardins do Arquivo Público
9h às 17h – Exposição “Arquivo do Museu Antropológico e Etnográfico Estácio de Lima” e instalações de artistas abertas à visitação
Foto: Carol Garcia/SECOM
