15/07/2014
Projeto é vencedor do Edital Setorial de Museus (09/2012) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia com acompanhamento da Diretoria de Museus (Dimus) do IPAC
Propondo ações educativas de museologia, acessibilidade, arte e socialização no seu processo, e se utilizando de técnicas de customização e assemblage para produzir peças criativas com participantes de oficinas, o Projeto Transmulti, realizado em 2013, finalmente traz ao público seus resultados. A exposição do Transmuti começa amanhã (16.07, terça-feira) e fica aberta ao público até 4 de agosto no Museu Carlos Costa Pinto (Avenida Sete de Setembro, 2490, Corredor da Vitória), em Salvador, com visitação das 14h30 às 19h, exceto nas terças-feiras e domingos. O projeto foi contemplado pelo Edital (n°09/2012) Setorial de Museus da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), contando com assessoramento da Diretoria de Museus (Dimus) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). A mostra exibe resultados das oficinas gratuitas realizadas no mesmo museu em 2013 com público bastante diversificado formado por jovens, adultos e portadores de necessidades especiais, a partir do estímulo pedagógico do acervo do Costa Pinto. “O principal objetivo foi valorizar o papel essencial dos museus como centros de dinamização cultural e espaços privilegiados para experiências educacionais inclusivas”, explica Afrânio Simões Filho, coordenador do projeto. Museólogo e doutor em História pela UFBA, Afrânio criou o Transmulti para desenvolver oficinas gratuitas de sensibilização e recriação estética realizadas no Costa Pinto. “As atividades foram baseadas na metodologia da arte-educação, como prática capaz de diminuir as desigualdades sociais e ultrapassar as dificuldades de acesso à informação e ao conhecimento”, relata Afrânio. Participaram estudantes da rede pública e privada, aprendizes da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e idosos do Creasi (Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso). Os trabalhos da mostra incluem a reinterpretação estética coletiva dos participantes, utilizando-se das técnicas de customização e assemblage – termo usado para definir colagens com objetos e materiais tridimensionais – inspirados nos objetos da coleção do museu. A exposição conta com a presença e ação dos participantes das oficinas. Nesta 1ª semana, já estão agendados para amanhã (16) os grupos da APAE, e na sexta-feira (18) os idosos do Creasi. POLÍTICA CULTURAL – As oficinas do Transmulti incluíram exibições de slides, transformação de objetos como caixas, oratórios, espelhos (molduras) e móveis (baús, estantes), além da confecção de turbantes feitos com tecidos e adereços. “Utilizamos a assemblage, e os participantes produziram, panôs (standarts, bandeiras), se baseando no acervo do Costa Pinto”, completa Afrânio. A política cultural museológica na Bahia coordenada pela Dimus repensa o museu como um espaço cultural ativo e não somente de acervo estático. A Dimus é uma das seis diretorias que compõem o IPAC (www.ipac.ba.gov.br) e administra 11 museus estaduais. Dentre eles estão o Museu de Arte Moderna da Bahia no Solar do Unhão, o Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, e o Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória. Já o Costa Pinto é privado e não é administrado pelo Estado, mas recebe incentivos do Fundo de Cultura. Mais informações sobre o Projeto Transmulti via telefone (71) 9110.5099. Sobre os Museus do IPAC, saiba mais via telefone (71) 3117.6445, ou no blog dimusbahia.wordpres.com.
