Seminário na Bahia debate audiovisual e cinema com representantes nacionais do segmento

23/09/2014

[caption id="attachment_52247" align="aligncenter" width="430" caption="Foto: Rosilda Cruz"][/caption]

Para conhecer as experiências de entidades ligadas ao poder público em diferentes regiões do país na área cinematográfica e audiovisual, foi realizado, na segunda-feira (22), na Sala Walter da Silveira, nos Barris, em Salvador, o debate ‘Empresas e Fundações de Cinema’. A atividade integra a programação da Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo, que começou no domingo (21), em Salvador, e segue até o próximo dia 28.

O encontro foi mediado pelo secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, e contou com a participação da secretária de Comunicação da Bahia, Marlupe Caldas, do secretário adjunto de Cultura da cidade de São Paulo, Alfredo Manery, do vice-presidente da Fundacine (RS), Jaime Lerner, e do secretário de Cultura do município do Rio de Janeiro e diretor-presidente da Rio Filme, Sérgio Sá Leitão, que abriu o debate.

Sá falou sobre as experiências exitosas registradas após a revitalização da empresa Rio Filme, em 2009, “que se fortaleceu e se tornou uma agência de promoção de desenvolvimento do audiovisual no Rio de Janeiro”, avalia. A empresa foi criada em 1992 e é considerada referência para o setor audiovisual e cinematográfico no país. Atualmente, é responsável pela maioria dos filmes nacionais premiados no Brasil e no exterior.

Bahia aproveita a boa fase

De acordo com o presidente da Rio Filme, o Brasil vive boa fase no que se refere à produção audiovisual e cinematográfica. “Em 2002 tínhamos 29 filmes lançados nas salas de cinemas. Em 2013 este número subiu para 129”. Sobre a Bahia estar promovendo o debate a respeito do tema, Sérgio Sá afirma que “é natural que cidades e estados se perguntem o que podem fazer para que os setores audiovisuais se beneficiem deste contexto positivo. É um passo inteligente”.

Marlupe Caldas também avalia que o momento vivido pelo audiovisual e pelo cinema no Brasil é uma oportunidade para a Bahia, e disse ainda que esta é uma demanda do setor. “Conhecer as experiências dos outros estados na área cinematográfica e audiovisual é um pleito da Comissão de Audiovisual do Conselho de Comunicação da Bahia”.

[caption id="attachment_52250" align="aligncenter" width="426" caption="Foto: Rosilda Cruz"][/caption]

Fomento e Financiamento ao Audiovisual

O segundo debate da noite foi ‘Fomento e Financiamento ao Audiovisual’, com a participação de representantes da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), e Secretaria de Cultura do Estado (Sec). Para o produtor cultural André Araújo, a Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo é um evento importante para refletir sobre a produção no estado. “Estamos num momento de expansão da nossa produção, mas precisamos pensar mais sobre os próximos passos”.

[caption id="attachment_52251" align="aligncenter" width="442" caption="Foto: Rosilda Cruz"][/caption]

O debate aberto na Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo continua até quinta (dia 25), na sala Walter da Silveira (Barris), com mesas às 17h e às 19h. Nesta terça, 23, às 17h,  terá como tema “Cinema Coletivo: modo de produção e estrutura de trabalho” e, às 19h, será “Alternativas de distribuição e exibição do audiovisual baiano”.

Além dos debates, a Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo traz uma mostra com cerca de 100 filmes produzidos na Bahia desde o século XXI, que estarão em cartaz entre os dias 26 e 28 de setembro nas salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto, ambas nos Barris, além de duas salas do Circuito Saladearte – Cinema do Museu (Corredor da Vitória) e Cine Vivo (Paseo Itaigara). Os ingressos custam preços populares (R$ 4, inteira e R$ 2 meia) e a programação pode ser acessada no site www.cultura.ba.gov.br ou do blogsemanadoaudiovisualbaiano.wordpress.com

A iniciativa é uma realização das secretarias de Cultura do Estado (Secult) – por meio da diretoria de audiovisual (Dimas) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) – e de Comunicação (Secom) – através do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb) -, além da Regional Bahia/Sergipe do Ministério da Cultura (MinC).