Caravana CPCV realiza mostra especial em homenagem a Alexandre Robatto

27/10/2014

O projeto itinerante conta com a presença do diretor Petrus Pires e Sônia Robatto, Filha do Cineasta

No dia 4 de novembro, data em que se completa 106 anos do nascimento do primeiro cineasta da Bahia, Alexandre Robatto Filho, a Caravana CPCV projeto integrante do programa Circuito Popular de Cinema e Vídeo leva ao Espaço Cultural Alagados, às 15h e, ao Centro Cultural Plataforma, às 19h, a exibição de três consagradas produções do homenageado: Os Filmes que Eu Não Fiz (1930), Entre o Mar e o Tendal (1953) e Vadiação (1954). O evento conta com a presença da escritora e jornalista Sônia Robatto, filha do cineasta, e Petrus Pires, diretor responsável pelo restauro da obra de Alexandre Robatto em 2013. Os convidados realizarão um debate com os espectadores, que acontecerá logo depois da mostra, sobre as obras exibidas e seu processo de restauração, a relação do cineasta com a 7ª arte e a representatividade de suas 25 produções para o cinema baiano. A especialista em cinema Amanda Aouad será responsável pela mediação. O material escolhido para a exibição é a série Os filmes que eu não fiz, segundo trabalho do diretor Petrus Pires sobre a trajetória de Alexandre Robatto Filho. O documentário será apresentado com duas obras restauradas de Robatto: Entre o Mar e o Tenda (1953) Vadiação (1954). Recebi um convite de Sônia Robatto para fazer parte do projeto de restauro da obra de Alexandre. Quando mergulhei no processo de restauro, o interesse foi natural, pois embarquei na fascinante obra e na vida de Alexandre Robatto”, declara Pires. O Circuito Popular de Cinema e Vídeo é uma iniciativa de fomento à prática cineclubista nos espaços culturais da SecultBA. A Caravana CPCV é um projeto que promove a exibição de filmes escolhidos com o intuito de homenagear alguma personalidade ou movimento artístico. De modo itinerante, a Caravana conta com a presença de convidados referência no tema abordado para participar e discutir o filme depois de sua exibição. Confira a sinopse dos filmes Os Filmes que eu não fiz (1930/ 2013) No documentário, Os Filmes que não fiz, Alexandre Robatto Filho e sua paixão desde a década de 1930: o cinema. Precursor da cinematografia baiana, pelas lentes de Robatto foram captadas as mais antigas imagens audiovisuais até hoje preservadas, de uma Bahia provinciana : familiar e de grandes desfiles populares, seja para aclamar a Miss Brasil ou a memória de Ruy Babosa. Registrou ainda uma Bahia negra e litorânea. A partir da convivência com Jorge Amado, Mario Cravo Junior e Carybé, ele lança um olhar inédito sobre a capoeira, a pesca de xaréu, as danças e outras atividades, até então vistas apenas com preconceito. Neste filme, os detalhes sobre as principais obras, muitas inéditas e recentemente restauradas, a obstinação técnica e estética de Alexandre Robatto, com depoimentos de pesquisadores, familiares e amigos como Sonia Robatto, Mario Cravo Junior, Nancy Carybé, Lia Robatto e Silvio Robatto. Alexandre RobattoFilh o deixou sua gente, sua época e a perspectiva de futuro nos filmes que fez. Mas deixou também a inquietação por fazer mais. Era na beleza do que não pôde captar que Robatto queria ser lembrado : nos filmes que não fez. Entre o Mar e o Tendal (1953) A pesca do xaréu nas praias de Chega Nego e Carimbamba: Farol da Praia de Itapuã, armação de redes, os atadores e os mergulhadores, jangadas, o mestre de terra e o mestre de rede, coleta dos peixes e o transporte para o tendal. Vadiação (1954) Um pequeno documentário de 8 minutos, colocou diante das câmeras figuras históricas, como Mestre Bimba e Mestre Traíra, hoje reverenciados por adeptos da capoeira em todo o mundo. Além da importância do registro e do pioneirismo temático, vemos na tela uma cuidadosa elaboração dos enquadramentos, fruto dos estudos previamente concebidos por Carybé e, muitas vezes, seguidos à risca pelo documentarista Alexandre Robatto. SERVIÇO Caravana CPCV Data: 04 de novembro Locais e horários: Espaço Cultural Alagados, às 15h e Centro Cultural de Plataforma, às 19h Quanto: Gratuito