30/10/2014
Na manhã dessa quarta-feira, 29 de outubro, reuniram-se em Salvador os representantes da comissão de articulação do Fórum de Legisladora de Cultura da Bahia. O objetivo principal do encontro foi discutir as bases para a realização da reunião de formalização do fórum, que será realizada nos dias 17 e 18 de novembro, em Salvador. Também foi abordada a elaboração do blog “Fórum de Legisladores”, que servirá de referência ao trabalho dos vereadores na área cultural, com legislação específica para consulta, textos sobre o tema, e apoio à construção de projetos para o setor, além da memória dos encontros e contatos da rede e da comissão.
A reunião aconteceu no Palácio Rio Branco, sede da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, que tem estimulado e apoiado a criação do Fórum por meio de sua Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura. “O maior valor desse Fórum, para nós da Secult, é conseguir mobilizar os agentes políticos que estão mais próximos das pessoas, os mais requisitados pelo povo no dia a dia. Os vereadores são quem pode fazer a melhor leitura da comunidade, de suas necessidades e interesses e a gente espera poder pensar junto com eles, pautar a cultura nos municípios a partir das realidades locais”, avalia Sandro Magalhães, Superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura que entende bem do assunto: ele se licenciou do segundo mandato de vereador para assumir o cargo.
Para a vereadora Geovana Oliveira, da cidade de Ichu – Território do Sisal, é uma oportunidade de crescimento e enriquecimento do debate sobre cultura e do lugar que ela deve ocupar na vida da cidade. “É um trabalho para que a cultura se estabeleça no debate público de um ponto de vista mais amplo, englobando a questão da economia, da cidadania, da educação, até da política, ‘quebrar’ essa ideia de que cultura é só festa”, aponta ela, que é também pedagoga. Seu colega na comissão, Rônio Brito, vereador de Araçás, no Território Litoral Norte e Agreste Baiano, lembra que a cultura é tão importante quanto as outras áreas, mas às vezes carece justamente de bons debates na esfera pública.
“Todos os municípios têm seus grupos, seus artistas, suas formas de expressão da cultura; levar essa realidade para as câmaras, abrindo espaço e qualificando as propostas é um passo importante para que se possa viabilizar tanto a sustentabilidade dos grupos e suas atividades, como uma melhor vivência das características da cidade, e até a geração de renda”, afirma.
