Mostra de Cinema Negro acontece até 01/12, na Biblioteca dos Barris

25/11/2014
[caption id="attachment_55183" align="aligncenter" width="480" caption="A Boca do Mundo – Exu no Candomblé"][/caption] ‘A Boca do Mundo – Exu no Candomblé’ será o primeiro documentário a ser exibido na Mostra de Cinema Negro - Ancestralidade na África e Diáspora, que começa nesta quarta-feira (26), às 15h, na sala Walter da Silveira da Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador, e segue até o dia 1º de dezembro. A cerimônia de abertura contará com a participação do secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento e do diretor de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Marcondes Dourado. A entrada é gratuita. A produção propõe uma abordagem etnográfica e experimental sobre as múltiplas manifestações culturais de Exu, orixá/deus da religião afro-brasileira candomblé. Também fazem parte da Mostra ‘Tango Negro: As raízes africanas do tango’, ‘Atlântico Negro – Na rota dos orixás’, ‘O Dia de Jerusa’, que integrou a programação da 7ª edição do Festival de Cannes, em maio deste ano na França, ‘Serra do Queimadão’ e ‘Igi Obá Nile – Memórias de Mãe Raidalva’. Realizada pela Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), como parte das atividades do Novembro Negro, a iniciativa tem o objetivo de preservar a memória do patrimônio cultural afro-brasileiro e africano, a partir da exibição de documentários com histórias de vida de mulheres e homens negros. 26/11 (quarta-feira), às 15h.A boca do Mundo - Exu no Candomblé, com 26 minutos. O documentário traz depoimentos de Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá do Rio de Janeiro, e outras pessoas que vivem o Candomblé. Direção: Eliane Coster. Produção: Oka Comunicações. 28/11 (sexta-feira), às 15h.Tango Negro: As raízes africanas do tango, com duração de 1 hora e 30 minutos. O documentário desenrola-se em torno do tango, que surgiu em meados do século XIX por iniciativa de escravos negros, que foram esquecidos pela História nacional. Direção: Dom Pedro. 29/11 (sábado), às 15h. - Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás – O filme faz uma viagem no espaço e no tempo, em busca das origens africanas da cultura brasileira. Partindo das mais antigas tradições religiosas afro-brasileiras: o candomblé da Bahia e o tambor de Mina do Maranhão, Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás transporta os espectadores para a terra de origem dos orixás e voduns: o Benim, onde estão as raízes da cultura jêje-nagô. Direção: Renato Barbieri. 29/11 (sábado), às 16h.O Dia de Jerusa é um curta-metragem de 20 minutos de duração, estrelado por Léa Garcia e Débora Marçal. O curta se passa em Bexiga, no coração de São Paulo. Jerusa é moradora de um sobrado envelhecido pelo tempo, que em um dia especial, recebe Silvia, uma pesquisadora de opinião que circula pelo bairro convencendo as pessoas a responderem questionários para uma pesquisa de sabão em pó. Direção: Viviane Ferreira. Produção: Elcimar Dias Pereira. 30/11 (domingo), às 15h.Serra do Queimadão, com 65 minutos de duração. Fala da comunidade que vive na região da Chapada Diamantina, remanescente de africanos escravizados na Bahia, a partir da história de seus moradores. Direção: José Carlos Torres. 01/12 (segunda-feira), às 15h.Igi Obá Nile – Memórias de Mãe Raidalva, com 72 minutos. Apresenta os 60 anos de iniciação da líder religiosa, a ialorixá Raidalva dos Santos do Ylê Axé Oyá Tolá (Passagem do Teixeiras – Candeias – Bahia). A filha do Engenho de Brotas se tornou ativista religiosa e social, pela preservação de valorização do culto aos Orixás na Bahia e no Brasil. Produção: Ilê Ayó e N5 Filmes.