Cultura afro e a capoeira embelezam Campo Grande no primeiro dia de folia

13/02/2015
[caption id="attachment_58052" align="aligncenter" width="464" caption="Bloco Bankoma/ Foto: Paulo Lima"][/caption] A beleza das fantasias misturada a malemolência das danças e batida dos tambores tomou conta do Campo Grande, nesta quinta- feira (12), durante o desfile dos Blocos da Capoeira e Bankoma. As centenas de pessoas que desfilaram nas duas entidades levaram ao circuito Osmar, todo encantamento da cultura afro, das origens de matriz africana e das danças afro. Alas de percussão, baianas, capoeiristas, orixás, reis e rainhas, entre tantas outras, se misturaram nos dois blocos que seguiram pela avenida mostrando toda força da cultura afro brasileira. De longe podia ver a ala das baianas do Bloco da Capoeira. O branco das saias rodadas, torços e enfeites coloridos destacavam a presença das cem representantes da categoria. De acordo com a coordenadora nacional da Associação de Baianas de Acarajé, Rita Santos, é muito importante fortalecer a cultura da Bahia. “No Rio de Janeiro as escolas de samba que desfilam sem baianas perdem ponto, aqui não pode ser diferente. Estamos felizes demais em trazer nossa cultura para rua”, disse. Puxado pelo cantor Tonho Matéria, ex-vocalista da Banda Olodum, o bloco saiu com 19 alas performáticas e adotou o tema “Afrologia, Tradição e Memória – Todo Menino é um Rei’. “Abordamos a diversidade cultural, portanto, agregamos todas as pessoas, de várias idades e raças”, pontou cantor. Na sequencia o Bloco Bankoma, cujo nome de origem bantu significa “povo em festa”, fez jus ao título. Completando 15 anos e motivado pela necessidade de dar visibilidade à efervescência no âmbito do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, de Portão, o bloco que tem como representante Mãe Lucia levou para rua mais de dois mil associados, todos devidamente fantasiados. “Temos adolescentes aqui que nunca entraram numa escola de dança e são verdadeiras bailarinas, assim como maravilhosos percussionistas que nunca fizera escola de música. Aqui está o trabalho da comunidade de Portão. Bloco afro trabalha o ano inteiro e traz para rua o resultado de um trabalho social” comentou. Sua mistura de sons e ritmos reuniu artistas, mães de santo representantes e adeptos do candomblé que desfilaram suas indumentárias baseadas no tema “Caçador de uma flecha só”. O bloco volta a desfilar sábado no mesmo circuito. CARNAVAL DA CULTURA O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais. >> Confira a programação completa do Carnaval da Cultura >> Veja mais fotos dos Microtrios