17/02/2015
[caption id="attachment_58404" align="aligncenter" width="448" caption="Foto: Almir Santos"]
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A animação desta segunda (16) no circuito Batatinha ficou por conta dos blocos O Mangue e Carnapelô. Desfilando com os instrumentos no chão, os blocos lembraram os antigos carnavais e arrastaram centenas de pessoas, que dançaram empolgadas e pedindo mais. Primeiro a desfilar, o Carnapelô surgiu em 1996, a partir de reuniões de amigos.
Moacir Dias, presidente do bloco, defende o resgate às manifestações culturais das diferentes gerações que compõem o bloco. “Tocamos, essencialmente, partido alto e samba de roda com percussão e harmonia, trazendo banjos e outros instrumentos, todos sempre no chão”, explicou o presidente. A preferência pela percussão dos blocos de chão também foi o motivo que levou Célia de Jesus, 59, a escolher o bloco Carnapelô na noite desta segunda. “O samba me motiva a curtir o carnaval, me sinto bastante a vontade”, contou a foliã adepta ao Candomblé.
Oriundo do bairro de Cajazeiras, o bloco O Mangue foi criado pelo grupo Bambeia e este ano completou 15 anos de existência. Homenageando o lendário sambista Walmir Lima, o bloco desfilou com camisas listradas, nas cores azul e amarela, fazendo alusão ao perfil malandro do compositor homenageado. Rogério Lima, líder da banda Bambeia contou que o nome, parte de um estilo de vida, no qual os músicos produzem a partir da célula rítmica do samba de roda. “Nós tentamos resgatar a matriz africana na musicalidade, através da nossa referência ao Candomblé e Umbanda”, explicou o músico que cantou canções em yorubá durante o trajeto do desfile. Sônia Vasconcelos, 62 anos, é uma apreciadora de sambas antigos e decidiu aproveitar o Carnaval, em 2015, com o bloco O Mangue. “Sempre adorei carnaval, e dei preferência às bandas que saem no chão, elas me emocionam muito mais que os trios”, revelou a foliã.
[caption id="attachment_58403" align="aligncenter" width="448" caption="Foto: Almir Santos"]
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CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
>> Confira a programação completa do Carnaval da Cultura
>> Veja fotos da nossa Folia Cultural
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A animação desta segunda (16) no circuito Batatinha ficou por conta dos blocos O Mangue e Carnapelô. Desfilando com os instrumentos no chão, os blocos lembraram os antigos carnavais e arrastaram centenas de pessoas, que dançaram empolgadas e pedindo mais. Primeiro a desfilar, o Carnapelô surgiu em 1996, a partir de reuniões de amigos.
Moacir Dias, presidente do bloco, defende o resgate às manifestações culturais das diferentes gerações que compõem o bloco. “Tocamos, essencialmente, partido alto e samba de roda com percussão e harmonia, trazendo banjos e outros instrumentos, todos sempre no chão”, explicou o presidente. A preferência pela percussão dos blocos de chão também foi o motivo que levou Célia de Jesus, 59, a escolher o bloco Carnapelô na noite desta segunda. “O samba me motiva a curtir o carnaval, me sinto bastante a vontade”, contou a foliã adepta ao Candomblé.
Oriundo do bairro de Cajazeiras, o bloco O Mangue foi criado pelo grupo Bambeia e este ano completou 15 anos de existência. Homenageando o lendário sambista Walmir Lima, o bloco desfilou com camisas listradas, nas cores azul e amarela, fazendo alusão ao perfil malandro do compositor homenageado. Rogério Lima, líder da banda Bambeia contou que o nome, parte de um estilo de vida, no qual os músicos produzem a partir da célula rítmica do samba de roda. “Nós tentamos resgatar a matriz africana na musicalidade, através da nossa referência ao Candomblé e Umbanda”, explicou o músico que cantou canções em yorubá durante o trajeto do desfile. Sônia Vasconcelos, 62 anos, é uma apreciadora de sambas antigos e decidiu aproveitar o Carnaval, em 2015, com o bloco O Mangue. “Sempre adorei carnaval, e dei preferência às bandas que saem no chão, elas me emocionam muito mais que os trios”, revelou a foliã.
[caption id="attachment_58403" align="aligncenter" width="448" caption="Foto: Almir Santos"]
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CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais.
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