10/03/2015
[caption id="attachment_59161" align="aligncenter" width="455" caption="Fotos: Renato Ribeiro"]
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Mais de 200 pessoas lotaram o auditório da Sala Walter da Silveira na manhã desta segunda (9) para a posse do novo diretor geral da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado, Zulu Araújo. A solenidade contou com a presença de autoridades, políticos, dirigentes, gestores públicos, professores, artistas, empresários, estudantes e representantes de diversos setores da cadeia produtiva do Livro, Leitura, de entidades civis e acadêmicas ligadas à Memória e História da Bahia, bibliotecários e membros dos colegiados setoriais, como o de Arquivo e Bibliotecas. Compuseram a mesa solene, o escritor e ex-diretor da Fundação (2003-2006), Claudius Portugal, o presidente da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa, a senadora, Lídice da Mata e o secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal. A ex-diretora da Fundação, Fátima Fróes também estava presente.
Em seu discurso, Zulu Araújo falou de sua experiência na gestão pública e de parcerias futuras com Universidades estaduais, federais, com a Academia de Letras da Bahia e com diferentes órgãos públicos. Falou também da ampliação do diálogo da Fundação com instituições nacionais e da América Latina, em prol da consolidação de uma rede de articulação em torno das áreas de atuação da Pedro Calmon – Livro, Leitura, Memória e Arquivo Público. Sobre este último (Arquivo Público do Estado da Bahia), o novo diretor garantiu empenho junto a parlamentares para a aquisição de um novo espaço para a entidade, localizada na Baixa de Quintas, que completou 125 anos em janeiro. “Trabalharemos também para a ampliação do espaço físico do Centro de Memória da Bahia, fortalecer o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, através da modernização das bibliotecas com investimentos na aquisição e manutenção das novas tecnologias e estreitar a relação com a cadeia produtiva do livro nos 27 Territórios de Identidade”, frisou Zulu Araújo. O secretário Jorge Portugal garantiu que as demandas serão fortalecidas junto ao governador do estado, Rui Costa.
Presente na solenidade, a senadora Lídice da Mata reforçou a cooperação para uma maior valorização do Arquivo Público e da Biblioteca Pública do Estado (Barris). “O Arquivo é uma instituição que conta nossa história, que preserva nosso patrimônio documental e a Biblioteca – bicentenária – precisa de mais cuidados. Ela pode ser uma Biblioteca Nacional na Bahia, como ela nasceu, e trabalharemos juntos para garantir que isso se concretize”, afirmou. Aramis Ribeiro (ABL-BA) também enfatizou a importância da Fundação e de suas unidades para a sociedade. “Ela é fundamental para a cultura baiana, pois trabalha com Biblioteca, Memória e Livro, áreas que precisam muito de ações afirmativas. O livro e o autor baiano precisam ser conhecidos, ter canais de editoração, distribuição. Há muito trabalho a ser realizado”, frisou. Sobre parcerias futuras, o representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia, Fábio Santana enfatizou projetos ligados à leitura e literatura. “Temos o projeto Palmares nos Quilombos que, junto com a Fundação podemos levar livros, leitura, com a Biblioteca de Extensão. Então, esperamos que esta parceria se fortaleça e amplie”, disse.
A sociedade civil marcou grande presença na solenidade, em especial a parcela ligada às Bibliotecas e Livro e Leitura. “Minha expectativa é de ter as Bibliotecas Comunitárias como centros de estudo, de cultura, que desenvolvam e viabilizem projetos já que hoje é difícil que as pessoas se dirijam até elas. Temos que conseguir que o povo leia, que se aproprie da informação e as unidades comunitárias são o acesso mais próximo disso”, enfatizou Isabel Cristina Souza, membro do colegiado setorial de Bibliotecas. Para André Portugal, diretor da P55 Edições, a expectativa é grande. “Somos entusiastas dos Editais e este é um momento de esperar que venham novos editais e novas parcerias de leitura. É uma área com muitos problemas e desafios a serem vencidos e estamos otimistas”, frisou. Os desafios fizeram parte da fala do novo diretor. “Minha entrada na Fundação é um desafio pela complexidade de se gerenciar quatro campos importantes da cultura baiana: livro e leitura; bibliotecas, memória e arquivos, promovendo o diálogo entre o governo e a sociedade para continuar avançando na promoção cultural em todo estado” afirmou Zulu.
Perfil – Zulu Araújo é natural de Salvador e também formado em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia. Foi diretor de Cultura e Conselheiro do Grupo Cultural Olodum durante 10 anos, administrador e coordenador cultural da Praça do Reggae, assessor do Grupo Cultural Malê, assessor especial da Secretaria de Cultura da Bahia e da Fundação Cultural do Estado, entre outros cargos. Em 1995, atuou como coordenador-geral da celebração dos 300 anos de Zumbi dos Palmares. De 2007 a 2010, Zulu Araújo presidiu a Fundação Cultural Palmares/MinC, e entre 2011 e 2012 foi diretor da Casa da Cultura da América Latina, na Universidade de Brasília (UnB).
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Mais de 200 pessoas lotaram o auditório da Sala Walter da Silveira na manhã desta segunda (9) para a posse do novo diretor geral da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado, Zulu Araújo. A solenidade contou com a presença de autoridades, políticos, dirigentes, gestores públicos, professores, artistas, empresários, estudantes e representantes de diversos setores da cadeia produtiva do Livro, Leitura, de entidades civis e acadêmicas ligadas à Memória e História da Bahia, bibliotecários e membros dos colegiados setoriais, como o de Arquivo e Bibliotecas. Compuseram a mesa solene, o escritor e ex-diretor da Fundação (2003-2006), Claudius Portugal, o presidente da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa, a senadora, Lídice da Mata e o secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal. A ex-diretora da Fundação, Fátima Fróes também estava presente.
Em seu discurso, Zulu Araújo falou de sua experiência na gestão pública e de parcerias futuras com Universidades estaduais, federais, com a Academia de Letras da Bahia e com diferentes órgãos públicos. Falou também da ampliação do diálogo da Fundação com instituições nacionais e da América Latina, em prol da consolidação de uma rede de articulação em torno das áreas de atuação da Pedro Calmon – Livro, Leitura, Memória e Arquivo Público. Sobre este último (Arquivo Público do Estado da Bahia), o novo diretor garantiu empenho junto a parlamentares para a aquisição de um novo espaço para a entidade, localizada na Baixa de Quintas, que completou 125 anos em janeiro. “Trabalharemos também para a ampliação do espaço físico do Centro de Memória da Bahia, fortalecer o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, através da modernização das bibliotecas com investimentos na aquisição e manutenção das novas tecnologias e estreitar a relação com a cadeia produtiva do livro nos 27 Territórios de Identidade”, frisou Zulu Araújo. O secretário Jorge Portugal garantiu que as demandas serão fortalecidas junto ao governador do estado, Rui Costa.
Presente na solenidade, a senadora Lídice da Mata reforçou a cooperação para uma maior valorização do Arquivo Público e da Biblioteca Pública do Estado (Barris). “O Arquivo é uma instituição que conta nossa história, que preserva nosso patrimônio documental e a Biblioteca – bicentenária – precisa de mais cuidados. Ela pode ser uma Biblioteca Nacional na Bahia, como ela nasceu, e trabalharemos juntos para garantir que isso se concretize”, afirmou. Aramis Ribeiro (ABL-BA) também enfatizou a importância da Fundação e de suas unidades para a sociedade. “Ela é fundamental para a cultura baiana, pois trabalha com Biblioteca, Memória e Livro, áreas que precisam muito de ações afirmativas. O livro e o autor baiano precisam ser conhecidos, ter canais de editoração, distribuição. Há muito trabalho a ser realizado”, frisou. Sobre parcerias futuras, o representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia, Fábio Santana enfatizou projetos ligados à leitura e literatura. “Temos o projeto Palmares nos Quilombos que, junto com a Fundação podemos levar livros, leitura, com a Biblioteca de Extensão. Então, esperamos que esta parceria se fortaleça e amplie”, disse.
A sociedade civil marcou grande presença na solenidade, em especial a parcela ligada às Bibliotecas e Livro e Leitura. “Minha expectativa é de ter as Bibliotecas Comunitárias como centros de estudo, de cultura, que desenvolvam e viabilizem projetos já que hoje é difícil que as pessoas se dirijam até elas. Temos que conseguir que o povo leia, que se aproprie da informação e as unidades comunitárias são o acesso mais próximo disso”, enfatizou Isabel Cristina Souza, membro do colegiado setorial de Bibliotecas. Para André Portugal, diretor da P55 Edições, a expectativa é grande. “Somos entusiastas dos Editais e este é um momento de esperar que venham novos editais e novas parcerias de leitura. É uma área com muitos problemas e desafios a serem vencidos e estamos otimistas”, frisou. Os desafios fizeram parte da fala do novo diretor. “Minha entrada na Fundação é um desafio pela complexidade de se gerenciar quatro campos importantes da cultura baiana: livro e leitura; bibliotecas, memória e arquivos, promovendo o diálogo entre o governo e a sociedade para continuar avançando na promoção cultural em todo estado” afirmou Zulu.
Perfil – Zulu Araújo é natural de Salvador e também formado em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia. Foi diretor de Cultura e Conselheiro do Grupo Cultural Olodum durante 10 anos, administrador e coordenador cultural da Praça do Reggae, assessor do Grupo Cultural Malê, assessor especial da Secretaria de Cultura da Bahia e da Fundação Cultural do Estado, entre outros cargos. Em 1995, atuou como coordenador-geral da celebração dos 300 anos de Zumbi dos Palmares. De 2007 a 2010, Zulu Araújo presidiu a Fundação Cultural Palmares/MinC, e entre 2011 e 2012 foi diretor da Casa da Cultura da América Latina, na Universidade de Brasília (UnB).
