19/03/2015
O Museu de Arte da Bahia (MAB), um dos espaços culturais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) - autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) - passa a ter novo gestor a partir de hoje (19). Quem assume é o curador, sociólogo, fotógrafo e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Pedro Arcanjo. Ele substitui a museóloga Sylvia Athayde que ficou 24 anos no cargo. Será elaborado um catálogo sobre esse período no MAB, patrocinado pelo IPAC/SecultBA.
A mudança integra o novo projeto de gestão dos equipamentos culturais do Instituto, que também é responsável pelo Museu de Arte Moderna, o Palacete das Artes e o Centro Cultural Solar Ferrão; todos em Salvador. No interior baiano, o IPAC administra o Convento dos Humildes (Santo Amaro), o Museu Wanderley de Pinho (Candeias), o Parque Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu), uma galeria em Cachoeira, dentre outros museus na capital.
ÂMBITO INTERNACIONAL - Natural de Maragojipe, Pedro Arcanjo é artista com extensa trajetória e mostras individuais realizadas em Salvador, Recife, São Paulo, Brasília e, no âmbito internacional, em países como Argentina, Alemanha, Áustria e Suíça. Ao longo dos anos realizou curadorias, pesquisas em história da arte, ensaios sobre fotografia contemporânea e documentação antropológica visual em terreiros de candomblé.
"Pedro Arcanjo é filho do Recôncavo baiano, com reconhecida trajetória na arte contemporânea, formação antropológica, artística e mestre pela Ufba, que o gabaritam a desenvolver um excelente trabalho em um dos mais importantes museus estaduais, que é o MAB", afirma o secretário de Cultura do Estado, Jorge Portugal.
Idealizador do Festival das Filarmônicas e da Bienal do Recôncavo, que completou a 12ª edição no ano passado (2015), Pedro Arcanjo recebeu o Prêmio Aloísio Magalhães no Salão do Museu de Arte Contemporânea de Olinda e ''Destaque Cultural'' do Conselho Estadual de Cultura. O novo diretor do MAB já foi secretário de Cultura de Maragojipe, onde recuperou a herança ancestral da região e iniciou o processo para que o carnaval local se tornasse Patrimônio Imaterial do Estado, ato concretizado em 2009.
"O IPAC é detentor de equipamentos localizados em alguns dos melhores pontos de Salvador, como Graça, Corredor da Vitória, Campo Grande, Comércio e Pelourinho; a intenção é promover ações que dialoguem com variadas linguagens artísticas, que trará maior apropriação desses espaços pela população baiana e turistas", informa o diretor geral do IPAC, arquiteto João Carlos.
