Evelina Hoisel será a primeira mulher a dirigir a Academia de Letras da Bahia

25/03/2015

A nova presidente e sua vice, Myriam Fraga, tomam posse dos cargos na próxima quinta-feira (26), no Palacete Góes Calmon

[caption id="attachment_59747" align="aligncenter" width="455" caption=" Foto: Fernando Amorim"][/caption]

A Academia de Letras da Bahia (ALB), centro de referência acadêmica do estado, celebra em 2015 um fato histórico: a instituição será dirigida por mulheres pela primeira vez em seus 98 anos de inauguração, recém completados no dia 07 de março. A professora e pesquisadora Evelina Hoisel recebe o título de presidente, e a escritora e poetisa Myriam Fraga, a vice-presidência da Academia, que integra a lista de instituições apoiadas pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). A nova diretora, que substitui o escritor Aramis Ribeiro Costa, toma posse na próxima quinta-feira (26), às 18 horas, na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré. Eleita para a cadeira de número 34 em 2005, Evelina Hoisel é professora e pesquisadora do Instituto de Letras e da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entre as publicações de sua autoria, em diferentes áreas, estão Supercaos: os estilhaços da cultura em PanAmérica e Nações Unidas(1980) e Jorge Amado: 100 anos escrevendo o Brasil (2013). A escritora e poetisa Myriam Fraga é diretora da Fundação Casa de Jorge Amado e autora de mais de dez livros de poesia, dentre eles A lenda do Pássaro que Roubou o Fogo (1983) e o vencedor do Prêmio Copene Cultura  e Arte, Femina (1994). Entre suas metas para a nova gestão, estão a preservação de atividades importantes e consagradas da Academia, como o Curso Castro Alves e Colóquio de Literatura Baiana e o Curso Jorge Amado e Colóquio de Literatura Brasileira. Esses eventos são espaços de discussão com autores baianos e brasileiros, em que participam escritores e pesquisadores de diversos lugares do país. Outra proposta é a releitura do antropólogo Thales de Azevedo, com o intuito de preservar a atualizar a memória cultural da Bahia. Academia de Letras da Bahia – A ALB foi fundada em 7 de março de 1917, pelo engenheiro Arlindo Fragoso, baiano da cidade de Santo Amaro da Purificação, no modelo da Académie Française e da Academia Brasileira de Letras. A instituição possui 40 cadeiras numeradas, cada uma com o respectivo patrono permanente e imutável, 40 membros efetivos e 20 correspondentes, todos vitalícios. Como principais metas estavam “o cultivo da língua e da literatura nacionais, a preservação da memória cultural baiana e o amparo e estímulo às manifestações da mesma natureza, inclusive nas áreas das ciências e das artes” (Art. 1º do Estatuto), trazendo ainda como lema “Servir à Pátria honrando as letras”. Em 18 de fevereiro de 2009, a instituição assinou convênio com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, tornando-se um dos 20 Pontos de Cultura da Cidade de Salvador.  Os Pontos de Cultura são projetos financiados e apoiados institucionalmente pelo Ministério da Cultura, através do programa Cultura Viva, que visam à realização de ações de impacto sociocultural nas comunidades. Serviço Cerimônia de Posse da Academia de Letras da Bahia 26 de março| 18h Sede da Academia de Letras da Bahia - Palacete Góes Calmon, em Nazaré