14/04/2015
Juca Ferreira participou de roda de conversa no Teatro Vila Velha, nesta terça, em ação integrante da Caravana da Cultura do Ministério da Cultura (MinC)
[caption id="attachment_60436" align="aligncenter" width="491" caption="Fotos: Nerivaldo Góes"]
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Uma roda de conversa com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, marcou a manhã desta terça (14.04). O evento, parte da Caravana da Cultura do Ministério da Cultura (MinC), lotou a sala principal do Teatro Vila Velha, com a presença de diversos representantes da classe artística, pesquisadores e profissionais de cultura da Bahia. Acompanhado dos secretários do MinC, do secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, e de representantes de fundações, o ministro abriu sua fala enfatizando a importância da cultura no contexto político e econômico que o país vive e abordando um projeto institucional para as artes e a qualificação da cultura.
Compareceram ao encontro a diretora da Fundação Cultura do Estado da Bahia (Funceb), Fernanda Tourinho, o diretor da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, o secretário do Audiovisual Pola Ribeiro, o secretário de Fomento à Cultura Carlos Paiva e a secretária da Promoção da Igualdade Racial, Vera Lúcia Barbosa, dentre outros. O evento foi transmitido ao vivo pelo Irdeb.
O momento serviu para que questões fossem levantadas ao ministro e aos dirigentes. Entre as perguntas formuladas e comentadas estavam assuntos como: A reestruturação da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e a política para as artes, o orçamento da SecultBA, a proteção às religiões afro-brasileiras, políticas para o audiovisual e incentivo à pesquisa na área cultural.
No que diz respeito às políticas para as artes, Ferreira esclareceu que serão abertos dez fóruns para debater sobre diversos setores em diferentes estados e que poderão ser pensados de forma autônoma e legitimados pelo MinC. Sobre a proteção às religiões de matrizes africanas, o ministro falou que a intolerância é crime e que temos que desenvolver estratégias inteligentes para defendê-las. Já no que diz respeito a incentivos aos pesquisadores de cultura, Juca assinalou que é necessário investimento neste setor, pois o Brasil ainda tem uma visão muito economicista da cultura.
“É preciso que a cultura seja incluída nas economias como uma área de alto valor agregado. Hoje ela representa 6% do PIB (Produto Interno Bruto). Devemos valorizá-la como elemento potencializador do indivíduo e da sociedade como um todo. Ela é qualificação das relações sociais. É preciso também construir uma estrutura pública de cultura. As bibliotecas, por exemplo, devem ser grandes centros culturais”, defendeu o ministro.
Pola Ribeiro, por sua vez, respondeu as questões relativas ao audiovisual. “Temos uma musculatura muita forte para este setor junto à ANCINE (Agência Nacional de Cinema), mas ainda pensando na ótica do mercado. Mas a nossa relação com a educação está crescendo com o Cine Mais Cultura, por exemplo. O cinema tem que satisfazer as necessidades sociais e as subjetividades do ser brasileiro.
Esfera estadual
Jorge Portugal, por sua vez, respondeu perguntas voltadas à esfera estadual, como a questão do orçamento de cultura e a reativação do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Com proposta de orçamento de 56 milhões de reais, o secretário assinalou que este valor até o momento não foi alterado pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz).
Temas como cultura para infância, a proposta da PEC150, cotas raciais na área de cultura, acesso para pessoas portadoras de deficiência física, o ofício dos vaqueiros e economia solidária também foram elementos importantes no debate, que foi finalizado ao meio dia. Aconteceram intervenções de participantes, como por exemplo a do cineasta Edgar Navarro (Eu Me Lembro, O Homem Que Não Dormia), que chamou a atenção do ministro para a área do cinema.
