15/04/2015
[caption id="attachment_60451" align="aligncenter" width="491" caption="Foto: Nerivaldo Góes "]
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?Na manhã desta terça-feira (14/04) a Caravana da Cultura trouxe o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao Teatro Vila Velha (Campo Grande), onde? ?dialogou e ouviu as demandas de artistas, gestores? e? produtores de cultura na Bahia.
No âmbito das bibliotecas públicas no Brasil, o ministro enfatizou que estes ambientes devem ser mais atrativos a fim de servir os usuários. “Nunca vai dar certo no Brasil uma instituição que fique esperando a pessoa chegar para pedir o livro, tem que colocar o livro no universo e na vida de todo mundo, temos a Colômbia, aqui do lado, que é considerada um exemplo de qualidade do mundo. Em visita a uma biblioteca no Chile em Santiago, a diretora me disse: “Nossa principal missão é sermos mais atraentes para os jovens do que os corredores dos shoppings centers, porque lá eles estão matando o tempo e aqui estão produzindo conhecimento”. Neste local, o mobiliário é diferente, as pessoas podem deitar em puffs para ler, podem falar, achei fantástico, a sociedade precisa ir ao infinito com a revolução criativa cultural brasileira”, enfatizou Juca.
Para o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, Zulu Araújo, a presença do ministro na cidade do Salvador é uma inserção de ânimo para quem trabalha com cultura, seja no âmbito governamental ou do agente produtor na sociedade. “O ministro apresentou um conjunto de ideias que fortalecem o movimento e a gestão cultural, que possibilita avançar nas áreas das linguagens propriamente ditas. Acho que a partir deste dialogo que foi estabelecido hoje nós poderemos dar seguimento na Bahia para que alguns instrumentos fundamentais para o desenvolvimento da cultura sejam aprovados no Congresso Nacional”, frisou Araújo.
Para mais, o diretor Zulu Araújo acrescentou ser necessária a aprovação de leis para a obtenção de recursos financeiros em prol da cultura na Bahia e no Brasil. “A primeira delas, evidentemente, é a PEC 150, para que a cultura tenha os recursos necessários para seu trabalho, isto é, 2% do orçamento para o governo federal, 1.5% para os governos estaduais e 1% para os governos municipais. A outra Lei é o Procultura, para termos um acesso democrático aos recursos financeiros do governo federal, oriundos da isenção fiscal, para que todos os movimentos culturais e todas as linguagens possam trabalhar democraticamente com esses recursos. Então, acho que foi extremamente positiva a presença do Ministro da Cultura em Salvador”, destacou Araújo.