23/04/2015
Lançamento da publicação “100 anos Hansen- Bahia, 1915-2015”, além de oficinas de gravura gratuitas são algumas das atividades comemorativas do centenário do artista Hansen Bahia, promovidas pela Fundação Hansen Bahia - uma das 15 instituições apoiadas pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). As atividades acontecem a partir desta sexta-feira, 24, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, onde se localiza a Fundação.
A programação comemorativa contempla sessão solene na Câmara de Vereadores de Cachoeira; abertura de uma nova mostra e lançamento da publicação “100 anos Hansen- Bahia, 1915-2015” - em parceria com Assembleia Legislativa do Estado da Bahia – ALBA; exposição no Museu Casa Hansen Bahia, em São Félix; além de oficinas de gravura, continuadas e gratuitas na Fundação Hansen Bahia.
“A importância de Hansen para o Recôncavo é imensa, tanto que a Fundação vem realizando anualmente diversas atividades a fim de preservar sua memória e o seu legado. Contudo, o centenário trará de forma contínua determinadas atividades, como as oficinas de gravura que terão início também no dia 24 de abril”, conta o gerente-técnico da Fundação, Jomar Lima. Além de gerenciar o acervo técnico, Jomar Lima juntamente com Evandro Sybine, professor mestre da Escola de Belas Artes da UFBA, são os curadores da exposição montada no Museu Casa Hansen, em São Félix, que estará aberta ao público. Na mostra, os curadores privilegiaram a trajetória do artista do ponto de vista técnico e cronológico.
Já a publicação “100 anos Hansen- Bahia, 1915-2015” tem como finalidade ampliar a divulgação sobre um dos artistas plásticos mais importantes do século XX. Os textos são de diversos autores, entre eles, o próprio Hansen e Jorge Amado. "O leitor verá gravuras que tem um traço específico o que designa as características de Hansen. Além dessa característica técnica, a publicação também mostra um pouco das opiniões de jornalistas e críticos sobre a trajetória do artista”, afirma o coordenador-executivo da Fundação Hansen, Elias Gomes de Souza.
A oficina de gravura, promovida pela Fundação Hansen, será ministrada pelo artista visual Zimaldo Melo, graduado em Artes Visuais pela Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde desenvolveu estudos sobre a gravura brasileira. A proposta das aulas é que, diante do universo criado por Hansen Bahia na gravura, o aluno se aproprie de uma imagem e recrie com seu próprio repertório outra obra. As oficinas acontecem de terça a sexta-feira, das 14h às 17h, na Fundação Hansen, Rua 13 de Maio, nº 13, em Cachoeira. Para se inscrever, o interessado deve entrar em contato pelos telefones: (75) 3425-1453 / 3438-3442.
O horário de visitação no Museu/Casa Hansen Bahia é de terça a sexta-feira das 09h às 17h e sábado das 09:00h às 13:00h, com acesso gratuito.
Hansen Bahia (Karl Heinz Hansen) - Nascido em Hamburgo em 19 de abril de 1915, o marinheiro, escultor, pintor e cineasta, alistou-se na Marinha Alemã e participou da II Grande Guerra. Ao término do episódio bélico, Hansen inicia sua vocação: trabalhar a madeira para reproduzir xilogravuras. Viajou e descobriu o Brasil no final da década de 1950. Primeiro trabalhou na Companhia Melhoramentos, em São Paulo, depois veio para a Bahia, em 1955, onde inicia uma série de gravuras chamada “Flor de São Miguel” com o apoio do escritor Jorge Amado, seu eterno amigo. Volta para Europa, produz mais xilogravuras dentro de um castelo, e depois vai para Adis Abebe, na Etiópia, ensinar a arte da gravura. Em terras baianas se naturalizou e recebeu o nome de Hansen Bahia. Estabelecendo-se em São Felix, no Recôncavo Baiano, de 1970 até a sua morte. Realizou inúmeros trabalhos, entre eles, as ilustrações para as obras de Jorge Amado, Castro Alves, François Villon, Bertolt Brecht e outros.

