30/04/2015
Os Museus da Diretoria dos Museus do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/ IPAC) estarão fechados amanhã, 01 de maio, por conta do feriado do Dia do Trabalho. Os espaços – entre eles Tempostal, Solar Ferrão e Abelardo Rodrigues retornam normalmente no sábado a partir das 12h -. Já o Parque Histórico Castro Alves retorna ao sábado a partir das 9h.
Confira abaixo o que está em exposição:
MUSEU TEMPOSTAL
1- O Museu Tempostal apresenta a exposição O Bairro do Comércio, composta por postais e fotos que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Através de cerca de 100 imagens, a mostra apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que foi criado para servir de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, e retornavam com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro).
2- A exposição Pelos Caminhos de Salvador retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX. Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.
3 – A mostra Bahia – Litoral e Sertão apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens. Fotografias e postais, datados do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão.
SOLAR FERRÃO
1- A Exposição de Arte Africana. O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma coleção de arte africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004.
2- A Coleção de Arte Popular. Coleção reunida pelo cenógrafo e diretor teatral pernambucano Eros Martim Gonçalves (1919-1973) e ampliada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992). Nela podem ser vistos objetos de cerâmica utilitária, os curiosos “caxixis” (miniaturas em cerâmica), roupa tradicional de vaqueiro, brinquedos, oratórios, santos, ex-votos, ferramentas de orixás, carrancas, esculturas com temáticas do cotidiano.
3- Coleção Walter Smetak. O músico e compositor suíço Anton Walter Smetak (1913-1984) viveu na Bahia entre os anos de 1957 e 1984, realizando inovadoras experimentações sonoras e plásticas, que influenciou gerações de músicos e artistas. Os instrumentos musicais criados por ele, suas plásticas sonoras, formam a sua coleção, explorando as heranças popular e erudita em suas experiências.
MUSEU ABELARDO RODRIGUES
O colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado.Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia.
PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES (PHCA)
Exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia, no PHCA
Está em cartaz no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), localizado em Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano, a exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia. A mostra, que é composta por 20 xilogravuras de Hansen Bahia, promove um encontro entre a obra do artista e o poema de Castro Alves, proporcionando a sensação de que a escrita e a imagem se completam, e retrata a dramaticidade social sentida na pele dos escravos: toda a aspereza, animalização e violência do tráfego negreiro. A técnica da xilogravura foi a escolhida por Hansen para representar a força de seus temas. Em uma entrevista, em 1971, afirmou: “a madeira tem sua própria linguagem”. A poesia e a gravura completam-se nesta evocação da exposição em cartaz.
Sobre o artista – Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, na Alemanha, em 1915. Seus primeiros trabalhos artísticos se deram a partir da década de 40 na área das artes visuais, utilizando a técnica da xilogravura, tendo o homem como seu grande tema. A paixão de Hansen pela Bahia se expressar em sua identidade artística, ao adotá-la nas assinaturas de suas obras de arte. Este é o ano do centenário deste grande artista, que deixou assim como Castro Alves todo o seu legado para o Recôncavo Baiano e o mundo. É notável nas obras de Hansen o olhar voltado para questões sociais retratadas, por exemplo, nas series: Via Crucis do Pelourinho, No Drama do Calvário entre outras obras.
2- A exposição Pelos Caminhos de Salvador retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX. Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.
3 – A mostra Bahia – Litoral e Sertão apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens. Fotografias e postais, datados do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão.
SOLAR FERRÃO
1- A Exposição de Arte Africana. O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma coleção de arte africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004.
2- A Coleção de Arte Popular. Coleção reunida pelo cenógrafo e diretor teatral pernambucano Eros Martim Gonçalves (1919-1973) e ampliada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992). Nela podem ser vistos objetos de cerâmica utilitária, os curiosos “caxixis” (miniaturas em cerâmica), roupa tradicional de vaqueiro, brinquedos, oratórios, santos, ex-votos, ferramentas de orixás, carrancas, esculturas com temáticas do cotidiano.
3- Coleção Walter Smetak. O músico e compositor suíço Anton Walter Smetak (1913-1984) viveu na Bahia entre os anos de 1957 e 1984, realizando inovadoras experimentações sonoras e plásticas, que influenciou gerações de músicos e artistas. Os instrumentos musicais criados por ele, suas plásticas sonoras, formam a sua coleção, explorando as heranças popular e erudita em suas experiências.
MUSEU ABELARDO RODRIGUES
O colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado.Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia.
PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES (PHCA)
Exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia, no PHCA
Está em cartaz no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), localizado em Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano, a exposição “Navio Negreiro de Castro Alves – Drama em Gravuras”, por Hansen Bahia. A mostra, que é composta por 20 xilogravuras de Hansen Bahia, promove um encontro entre a obra do artista e o poema de Castro Alves, proporcionando a sensação de que a escrita e a imagem se completam, e retrata a dramaticidade social sentida na pele dos escravos: toda a aspereza, animalização e violência do tráfego negreiro. A técnica da xilogravura foi a escolhida por Hansen para representar a força de seus temas. Em uma entrevista, em 1971, afirmou: “a madeira tem sua própria linguagem”. A poesia e a gravura completam-se nesta evocação da exposição em cartaz.
Sobre o artista – Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, na Alemanha, em 1915. Seus primeiros trabalhos artísticos se deram a partir da década de 40 na área das artes visuais, utilizando a técnica da xilogravura, tendo o homem como seu grande tema. A paixão de Hansen pela Bahia se expressar em sua identidade artística, ao adotá-la nas assinaturas de suas obras de arte. Este é o ano do centenário deste grande artista, que deixou assim como Castro Alves todo o seu legado para o Recôncavo Baiano e o mundo. É notável nas obras de Hansen o olhar voltado para questões sociais retratadas, por exemplo, nas series: Via Crucis do Pelourinho, No Drama do Calvário entre outras obras.
