05/05/2015
A mostra ficará aberta para visitação até o dia 7 de maio
[caption id="attachment_61167" align="aligncenter" width="491" caption="Foto: Produção "]
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Para fortalecer a herança deixada por Lélia Gonzalez, intelectual e feminista negra brasileira, O NUGSEX DIADORIM – Núcleo de Estudos sobre Gênero, Raça/Etnia e Sexualidade da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em parceria com Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH/RJ) e apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), abre nesta terça feira, 05, às 17h30, no Palácio Rio Branco, a exposição Memória Lélia Gonzalez.
A exposição é composta por 16 painéis que contam a trajetória política e intelectual de Lélia Gonzalez, doados ao NUGSEX DIADORIM pela Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH/RJ), instituição idealizadora e promotora do projeto Memória Lélia Gonzalez. A mostra ficará aberta para visitação até o dia 7 de maio e, após esta data, o núcleo pretende disponibilizá-la para outras ações em escolas públicas, tanto da rede municipal como estadual, além dos campi da UNEB.
Abertura - A composição da mesa de abertura contará com as autoridades presentes e a apresentação da nova coordenação de DIADORIM, formada pelas professoras Amélia Tereza Maraux, coordenadora, e Cláudia Pons Cardoso, vice-coordenadora. Em seguida será exibido um documentário com participação de ativistas brasileiras, produzido pela REDEH/RJ e, na sequência, uma mesa contará com a presença de Antônia Ceva, representante da REDEH, além da ativista negra e professora adjunta da UNEB, Cláudia Pons Cardoso.
Após a exposição haverá distribuição do livro Lélia Gonzalez: o feminismo negro no palco da história (REDEH) para os presentes. E o oferecimento de um coquetel aos presentes.
Memória Lélia Gonzalez se associa as ações voltadas para a divulgação do pensamento de Lélia Gonzalez. Nos últimos anos, as idéias de Gonzalez têm sido tema de livros, dissertações, teses, e artigos publicados no Brasil e no exterior. Foi o pioneirismo de Lélia Gonzalez que desnudou e apontou para a necessidade do movimento feminista hegemônico identificar e respeitar as diferenças dentro do universo feminino, diferenças essas demonstradas pelas trajetórias de resistência das mulheres ao patriarcado, evidenciando, com isto, as histórias das mulheres negras e indígenas, no Brasil, na América Latina e Caribe.
A partir desse "alerta", Lélia Gonzalez desenvolveu inúmeros escritos acerca da situação de exclusão e discriminação a que estavam submetidas as mulheres negras, tanto as brasileiras quanto as dos demais países latino-americanos. Ela defendia uma articulação entre as categorias de raça, classe, sexo e poder, para segundo ela, desmascarar “as estruturas de dominação de uma sociedade”. Lélia Gonzalez também se destacou ao propor a descolonização do saber e da produção de conhecimento através do questionamento da insuficiência das categorias analíticas das Ciências Sociais para explicar, por exemplo, a realidade das mulheres negras.
Serviço
Exposição "Memória Lélia Gonzalez"
Data: 05 a 07 de maio, das 10h às 17h30
Local: Palácio Rio Branco, Praça da Sé.