02/06/2015
[caption id="attachment_62518" align="aligncenter" width="491" caption="Foto: Tacila Mendes"]
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A segunda edição do Territórios Culturais em Diálogo: Cidadania, Gestão e Espaços Culturais teve como temaParticipação e Controle Social para Gestões Culturais. Com intensa participação do público, o evento - composto por uma série de quatro encontros - é promovido pela Secretaria de Cultura do estado da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento da Cultura (Sudecult) e contou com uma mesa formada pelo diretor de Territorialização da Cultura da SecultBA, Vladimir Pinheiro; pelo presidente da Associação de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado da Bahia (ADIMCBA), Emílio Tapioca; pela conselheira Estadual de Cultura, Ana Vaneska Almeida; e pelo professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor em Educação Musical, Antônio Dias Nascimento.
O bate papo teve como objetivo debater os espaços de participação da sociedade civil nas gestões culturais e avaliar mecanismos como a Política Estadual de Cultura, a Lei Orgânica, o Plano Estadual, os Editais e as demais ações da SecultBA que sempre contaram com as formulações e sugestões da sociedade civil no Conselho Estadual de Cultura, nos Fóruns, Redes, Setoriais e, principalmente, nas Conferências de Cultura.
O diretor Vladimir Pinheiro ressaltou que o encontro é a continuidade de um processo de parceira entre a SecultBA e a comunidade cultural, além de mostrar alguns os mecanismos de participação que já existem - como a Associação de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia (ADIMCBA), o Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia, o Fórum de Legisladores de Cultura da Bahia e as redes dos espaços Culturais da Bahia. "Os mecanismos de participação social são fundamentais para o fortalecimento da democracia. A participação de todos é de grande importância para que possamos pontuar os avanços e limitações, a fim de criar mecanismos que dialoguem cada vez mais com as demandas da contemporaneidade", explicou.
Já o presidente da Associação de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado da Bahia (ADIMCBA), Emílio Tapioca, contou sua trajetória à frente desse mecanismo de participação social e destacou que "a Cultura possui um campo específico de atuação. É preciso comprometimento para quem quer fazê-la avançar". Na sequência, a conselheira Estadual de Cultura, Ana Vaneska Almeida, também contribuiu com exemplos sobre sua atuação enquanto gestora cultural no subúrbio de Salvador e comemorou a nova formação do Conselho Estadual de Cultura: "pela primeira vez no Brasil são eleitos membros de segmentos diferentes (setores das artes), além de pessoas oriundas de territórios culturais diversos, garantindo, assim, uma representatividade mais legítima. Conseguimos fazer com que o Estado tenha respeito pelo que fazemos".
O professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor em Educação Musical, Antônio Dias Nascimento, observou o papel da Cultura como elemento de desenvolvimento humano. "Ao ver uma notícia sobre o número de homicídios de jovens das periferias, propus em um grupo de pesquisa na universidade, que fôssemos a estes lugares para observarmos suas práticas. Só como exemplo, foram identificados 112 grupo de hip hip, mais tantos outros de poesia. Ou seja, a produção cultural desses jovens é muito intensa, mas não tem repercussão. Um atenção maior para esse público, pelo viés da Cultura, certamente surtiria muitos efeitos positivos", contou.
O público participou ativamente do debate, contribuindo com perguntas e com suas experiências enquanto participantes de mecanismos de participação. Questões como recursos e formações foram pontuadas pelos presentes, como lembrou Luciene, membro do Colegiado Setorial de Teatro: "Os mecanismos precisam ser fortalecidos e isso passa também pela formação dos conselheiros municipais. As pessoas que estão lá precisam ser capacitadas para que as políticas públicas para Cultura sejam, de fato, consolidadas".
Próximos encontros do Territórios Culturais em Diálogo: Cidadania, Gestão e Espaços Culturais - Os encontros acontecem no Espaço Xisto Bahia, desde o dia 25 de maio e vai até 15 de junho de 2015 (semanalmente, às segundas-feiras). No dia 08 de junho, o evento vai discutir Cidadania e Diversidade Cultural em Debate e no dia 15 de junho o debate será sobre Territórios Culturais. A entrada é franca e os participantes recebem certificados.
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A segunda edição do Territórios Culturais em Diálogo: Cidadania, Gestão e Espaços Culturais teve como temaParticipação e Controle Social para Gestões Culturais. Com intensa participação do público, o evento - composto por uma série de quatro encontros - é promovido pela Secretaria de Cultura do estado da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento da Cultura (Sudecult) e contou com uma mesa formada pelo diretor de Territorialização da Cultura da SecultBA, Vladimir Pinheiro; pelo presidente da Associação de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado da Bahia (ADIMCBA), Emílio Tapioca; pela conselheira Estadual de Cultura, Ana Vaneska Almeida; e pelo professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor em Educação Musical, Antônio Dias Nascimento.
O bate papo teve como objetivo debater os espaços de participação da sociedade civil nas gestões culturais e avaliar mecanismos como a Política Estadual de Cultura, a Lei Orgânica, o Plano Estadual, os Editais e as demais ações da SecultBA que sempre contaram com as formulações e sugestões da sociedade civil no Conselho Estadual de Cultura, nos Fóruns, Redes, Setoriais e, principalmente, nas Conferências de Cultura.
O diretor Vladimir Pinheiro ressaltou que o encontro é a continuidade de um processo de parceira entre a SecultBA e a comunidade cultural, além de mostrar alguns os mecanismos de participação que já existem - como a Associação de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia (ADIMCBA), o Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia, o Fórum de Legisladores de Cultura da Bahia e as redes dos espaços Culturais da Bahia. "Os mecanismos de participação social são fundamentais para o fortalecimento da democracia. A participação de todos é de grande importância para que possamos pontuar os avanços e limitações, a fim de criar mecanismos que dialoguem cada vez mais com as demandas da contemporaneidade", explicou.
Já o presidente da Associação de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado da Bahia (ADIMCBA), Emílio Tapioca, contou sua trajetória à frente desse mecanismo de participação social e destacou que "a Cultura possui um campo específico de atuação. É preciso comprometimento para quem quer fazê-la avançar". Na sequência, a conselheira Estadual de Cultura, Ana Vaneska Almeida, também contribuiu com exemplos sobre sua atuação enquanto gestora cultural no subúrbio de Salvador e comemorou a nova formação do Conselho Estadual de Cultura: "pela primeira vez no Brasil são eleitos membros de segmentos diferentes (setores das artes), além de pessoas oriundas de territórios culturais diversos, garantindo, assim, uma representatividade mais legítima. Conseguimos fazer com que o Estado tenha respeito pelo que fazemos".
O professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor em Educação Musical, Antônio Dias Nascimento, observou o papel da Cultura como elemento de desenvolvimento humano. "Ao ver uma notícia sobre o número de homicídios de jovens das periferias, propus em um grupo de pesquisa na universidade, que fôssemos a estes lugares para observarmos suas práticas. Só como exemplo, foram identificados 112 grupo de hip hip, mais tantos outros de poesia. Ou seja, a produção cultural desses jovens é muito intensa, mas não tem repercussão. Um atenção maior para esse público, pelo viés da Cultura, certamente surtiria muitos efeitos positivos", contou.
O público participou ativamente do debate, contribuindo com perguntas e com suas experiências enquanto participantes de mecanismos de participação. Questões como recursos e formações foram pontuadas pelos presentes, como lembrou Luciene, membro do Colegiado Setorial de Teatro: "Os mecanismos precisam ser fortalecidos e isso passa também pela formação dos conselheiros municipais. As pessoas que estão lá precisam ser capacitadas para que as políticas públicas para Cultura sejam, de fato, consolidadas".
Próximos encontros do Territórios Culturais em Diálogo: Cidadania, Gestão e Espaços Culturais - Os encontros acontecem no Espaço Xisto Bahia, desde o dia 25 de maio e vai até 15 de junho de 2015 (semanalmente, às segundas-feiras). No dia 08 de junho, o evento vai discutir Cidadania e Diversidade Cultural em Debate e no dia 15 de junho o debate será sobre Territórios Culturais. A entrada é franca e os participantes recebem certificados.