16/06/2015
[caption id="attachment_62987" align="aligncenter" width="491" caption="Fotos: Tacila Mendes"]
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O último encontro do Territórios Culturais em Diálogo: Cidadania, Gestão e Espaços Culturais contou com a presença de artistas, gestores e membros de mecanismos de participação social, para discutir o tema Territórios Culturais. Composto por uma série de quatro encontros temáticos realizados nas últimas segundas-feiras, o evento foi aberto ao público e aconteceu no Espaço Xisto Bahia. Promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), o objetivo foi discutir o desenvolvimento da territorialização da cultura, além de reforçar políticas e diretrizes aos parceiros e à sociedade civil, através de discussão democrática e participativa.
Para abordar o contexto dos territórios, fazer uma avaliação sobre a política e discutir aprimoramentos para a gestão, o encontro teve mediação da assessora da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da SecultBA, Juscelina Nascimento e explanações do professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Luiz Paulo Almeida Neiva; pelo fundador da Rede CAMMPI – Comissão de Articulação, Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe, Raimundo Nascimento; e pelo Superintendente de Desenvolvimento Territorial da SecultBA, Sandro Magalhães.
Seguindo a premissa de que os territórios de identidade baianos inauguraram uma nova forma de planejamento no estado e os marcos legais da política pública de cultura consolidaram uma política de territorialização que busca atender a diversidade cultural da Bahia, o superintendente Sandro Magalhães traçou um breve histórico das políticas culturais da Bahia, os desafios e os objetivos da territorialização da Cultura, cuja políticas está assegurada na Lei Orgânica. "O momento é de reconhecer a diversidade, dar condições de trabalho, pensar nos municípios e em sua estruturação efetivação das políticas culturais", lembrou Sandro.
O professor Luiz Paulo Almeida Neiva discorreu sobre os trabalhos realizados pela Universidade do Estado da Bahia na região de Canudos, como os que têm a finalidade de preservação da memória no Parque Estadual de Canudos, a pesquisa e o museu arqueológicos, as semanas culturais, além da fundação de uma Cia de Teatro em um espaço da universidade para aproveitar a riqueza cultural do local. Luiz destacou a importância de iniciativas para a formação política da população: "Se não investirmos em processos emancipatórios e participativos em lugares como o sertão, o clientelismo, a concentração e centralização de poder e recursos continuarão vigorando". Ele sugeriu, ainda, a leitura do Inventário Nacional de Referências Culturais, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Já o fundador da Rede CAMMPI, Raimundo Nascimento, trouxe o exemplo da Península de Itapagipe, em Salvador, primeira zona industrial da Bahia, hoje com cerca de 164 mil habitantes. Depois de traçar um histórico do local, Raimundo explicou que a proatividade da comunidade resultou na elaboração de um Plano Local de Cultura, como culminância de discussões que aconteceram em diálogos traçados nas conferências municipais, estaduais de Cultura, das quais alguns líderes da comunidade participaram, levantando demandas para a região.
O público do encontro, composto por pessoas que vieram de diversas partes da cidade e também de outros territórios de identidade, como o Velho Chico, contribuiu opinando e questionando sobre o tema, além de sugerir a ampliação do evento para outros territórios. Perguntas relacionadas aos editais de Cultura foram respondidas pelo superintendente de Promoção da Cultura da SecultBA, Alexandre Simões, que também ressaltou a construção conjunta das políticas publicas e a importância do espaço de debate.
O Territórios Culturais em Diálogo se destacou como um espaço que visa a discussão de temas em benefício da comunidade, respeitando a diversidade cultural do Estado. O diferencial do encontro foi a reunião de gestores, representantes da área acadêmica e da sociedade civil para fomentar a produção, criação, circulação e valorização das diversas culturas através do debate e discussões de ideias. O encontro foi aberto ao público e aconteceu de 25 de maio a 15 de junho, sempre às segundas-feiras, no Espaço Xisto Bahia.
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O último encontro do Territórios Culturais em Diálogo: Cidadania, Gestão e Espaços Culturais contou com a presença de artistas, gestores e membros de mecanismos de participação social, para discutir o tema Territórios Culturais. Composto por uma série de quatro encontros temáticos realizados nas últimas segundas-feiras, o evento foi aberto ao público e aconteceu no Espaço Xisto Bahia. Promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), o objetivo foi discutir o desenvolvimento da territorialização da cultura, além de reforçar políticas e diretrizes aos parceiros e à sociedade civil, através de discussão democrática e participativa.
Para abordar o contexto dos territórios, fazer uma avaliação sobre a política e discutir aprimoramentos para a gestão, o encontro teve mediação da assessora da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da SecultBA, Juscelina Nascimento e explanações do professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Luiz Paulo Almeida Neiva; pelo fundador da Rede CAMMPI – Comissão de Articulação, Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe, Raimundo Nascimento; e pelo Superintendente de Desenvolvimento Territorial da SecultBA, Sandro Magalhães.
Seguindo a premissa de que os territórios de identidade baianos inauguraram uma nova forma de planejamento no estado e os marcos legais da política pública de cultura consolidaram uma política de territorialização que busca atender a diversidade cultural da Bahia, o superintendente Sandro Magalhães traçou um breve histórico das políticas culturais da Bahia, os desafios e os objetivos da territorialização da Cultura, cuja políticas está assegurada na Lei Orgânica. "O momento é de reconhecer a diversidade, dar condições de trabalho, pensar nos municípios e em sua estruturação efetivação das políticas culturais", lembrou Sandro.
O professor Luiz Paulo Almeida Neiva discorreu sobre os trabalhos realizados pela Universidade do Estado da Bahia na região de Canudos, como os que têm a finalidade de preservação da memória no Parque Estadual de Canudos, a pesquisa e o museu arqueológicos, as semanas culturais, além da fundação de uma Cia de Teatro em um espaço da universidade para aproveitar a riqueza cultural do local. Luiz destacou a importância de iniciativas para a formação política da população: "Se não investirmos em processos emancipatórios e participativos em lugares como o sertão, o clientelismo, a concentração e centralização de poder e recursos continuarão vigorando". Ele sugeriu, ainda, a leitura do Inventário Nacional de Referências Culturais, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Já o fundador da Rede CAMMPI, Raimundo Nascimento, trouxe o exemplo da Península de Itapagipe, em Salvador, primeira zona industrial da Bahia, hoje com cerca de 164 mil habitantes. Depois de traçar um histórico do local, Raimundo explicou que a proatividade da comunidade resultou na elaboração de um Plano Local de Cultura, como culminância de discussões que aconteceram em diálogos traçados nas conferências municipais, estaduais de Cultura, das quais alguns líderes da comunidade participaram, levantando demandas para a região.
O público do encontro, composto por pessoas que vieram de diversas partes da cidade e também de outros territórios de identidade, como o Velho Chico, contribuiu opinando e questionando sobre o tema, além de sugerir a ampliação do evento para outros territórios. Perguntas relacionadas aos editais de Cultura foram respondidas pelo superintendente de Promoção da Cultura da SecultBA, Alexandre Simões, que também ressaltou a construção conjunta das políticas publicas e a importância do espaço de debate.
O Territórios Culturais em Diálogo se destacou como um espaço que visa a discussão de temas em benefício da comunidade, respeitando a diversidade cultural do Estado. O diferencial do encontro foi a reunião de gestores, representantes da área acadêmica e da sociedade civil para fomentar a produção, criação, circulação e valorização das diversas culturas através do debate e discussões de ideias. O encontro foi aberto ao público e aconteceu de 25 de maio a 15 de junho, sempre às segundas-feiras, no Espaço Xisto Bahia.
