25/06/2015
O Tabuleiro Virtual 2 de julho é um jogo lúdico-educativo que vem testando o conhecimento do público infanto-juvenil sobre a data histórica. De uma forma simples e divertida, é possível aprender sobre os acontecimentos históricos que marcaram a Independência da Bahia no Brasil, em 1823. Para jogar o Tabuleiro, basta acessar o site da Biblioteca Virtual 2 de julho, ou a partir de um aplicativo para o Facebook.
Ao entrar no game, o usuário pode escolher personagens como os Caboclos, Maria Filipa, Corneteiro Lopes e Maria Quitéria que fizeram parte do cenário da maior batalha que a Bahia enfrentou. Até três jogadores podem disputar entre si, durante o percurso de 39 casinhas até a chegada. São três tipos de casas distribuídas no jogo: Neutras, Quiz e Sorte/Revés.
Se o jogador cair na casa Quiz durante o percurso, ele deverá responder uma pergunta de múltipla escolha sobre a Independência da Bahia no Brasil. Caso acerte, avança duas casinhas; do contrário, terá de regredir a mesma quantidade.
Ao cair em uma das casinhas de Sorte/Revés, o jogador deverá puxar uma carta. Esta definirá avanço ou regressão no trajeto do Tabuleiro. Já nas Neutras, o usuário não sofre nenhum tipo de punição ou benefício.
Instituição - A Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia é a gestora das nove bibliotecas públicas localizadas em diferentes bairros e cidades, além da Biblioteca Virtual 2 de Julho, do Arquivo Público do Estado da Bahia, Centro de Memória e Memorial dos Governadores. Tem em sua missão a preservação da história e memória da Bahia, incentivando a constituição da identidade do baiano e no reconhecimento do Estado como importante elemento na consolidação da nação brasileira. Seu objetivo é difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos.
>> Confira aqui toda a Programação Especial 2 de Julho da Fundação
Conheça os personagens do Tabuleiro Virtual
Caboclos
O Caboclo está presente nas comemorações da Independência da Bahia desde 1824, quando a população, para relembrar a entrada do exército pacificador em Salvador, enfeitou uma carreta tomada do inimigo na batalha de Pirajá, puseram sobre ela um velho de descendência indígena e levaram-na, em cortejo, da Lapinha ao Terreiro de Jesus, o ritual se repetiu no ano seguinte e, em 1826, foi esculpida a imagem do caboclo que circula nas ruas até os dias de hoje.
Maria Felipa
Figura de destaque nas batalhas pela independência ocorridas em Itaparica, Maria Felipa de Oliveira é descrita como uma negra alta e audaz que, sendo uma forte liderança em sua comunidade, tornou-se fundamental na organização da resistência insular.Liderando um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, a Heroína Negra da Independência, como é conhecida, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo, como também as chamadas “vedetas” que eram vigias nas praias para prevenir o desembarque de tropas inimigas além de participar ativamente de vários conflitos.
Maria Quitéria
Logo após a proclamação da Independência do Brasil, o Conselho Interino de Governo, sediado em Cachoeira na Bahia, conclamou os baianos do Recôncavo a se alistarem para luta da independência do Brasil. Logo, Maria Quitéria solicitou o consentimento ao pai, Gonçalo Alves de Almeida, para ingressar no Regimento de Artilharia em Cachoeira, o que lhe foi negado. Todavia, com a ajuda da irmã, Maria Quitéria, vestida com a roupa do cunhado José Cordeiro de Medeiros, apresentou-se ao Regimento de Artilharia. Ela foi para o campo de batalha, onde combateu e venceu. Numa época em que a mulher não tinha autonomia em nenhuma esfera da vida.
Corneteiro Lopes
No conflito que ficou conhecido como a Batalha de Pirajá, o corneteiro Luís Lopes foi o responsável pelo toque errôneo que, felizmente, deu a vitória às tropas brasileiras contra os portugueses. Sob a ordem de tocar a retirada da cavalaria brasileira, Lopes deu o toque de avançar, fazendo com que portugueses amedrontados por pensarem que os baianos haviam recebido reforços em seus exércitos, recuassem. Essa história, no entanto, ainda possui um ar místico e lendário, já que não há documentos que comprovem a existência do fato.
