#2deJulho – Caetité celebra data magna e é recorde de público na Rota da Independência

03/07/2015
[caption id="attachment_63526" align="aligncenter" width="491" caption="Foto: Jamile Menezes"]Foto: Jamile Menezes[/caption]

Em todo estado, apenas três municípios celebram o 2 de julho de forma tradicional: Salvador, Cachoeira e Caetité. Este último, com cerca de 56 mil habitantes e distante 645km da capital, recebeu na manhã desta quarta-feira (1/7), a Rota da Independência da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado. Cerca de 500 estudantes participaram da Aula Pública itinerante ministrada pelo historiador Argemiro Ribeiro (FAINOR), que falou da participação da cidade nas batalhas pela independência do Brasil na Bahia. A Aula Pública é um projeto coordenado pelo Centro de Memória da Bahia – unidade da Fundação -, que foi representado no município pelos coordenadores, Luis Santana e Valdicley Villas Boas. Com a participação de seis escolas do município, dentre públicas e particulares, a aula pública promoveu grande cortejo pelas ruas de Caetité, parando em pontos históricos importantes, como a Feira Velha e a praça da Igreja da Matriz.  Segundo o historiador Argemiro Ribeiro, é uma conquista de todos ter a inclusão de Caetité na Rota da Independência por conta de sua importância cívica neste processo. “Temos registros e notícias de que em 1824 – um ano após a independência – a Vila de Caetité, através de seus moradores já se organizava para realizar festividades em prol da expulsão das tropas portuguesas e da independência do Brasil. Isso só se consolida ano a ano e vemos que a Bahia toda se integra nesse processo de reconhecimento de todo o seu território no processo de formação do Estado e da Nação. Temos que agradecer e parabenizar a Fundação Pedro Calmon, a Secretaria de Educação e toda a população caetiteense que está sempre mobilizada em torno deste festejo”, enfatizou Argemiro. Com a aula pública as comemorações começaram mais cedo, em especial para os estudantes das seis escolas que participaram da atividade. “Não conhecia, verdadeiramente, como surgiu minha cidade, como que o 2 de julho começou a ser festejado aqui, então pra mim é uma boa oportunidade”, afirmou a estudante do Grupo Escolar Senador Ovídio Teixeira, Tamires Teixeira. O professor de História, Peterson Brito que leciona também neste Grupo Escolar, além de outras Escolas da cidade, aprovou a iniciativa. “Os alunos saíram da sala de aula e vivenciaram os lugares onde de fato aconteceu a história de Caetité, participando ativamente deste processo. É de grande valia esta iniciativa da Fundação Pedro Calmon pro município, que é um dos poucos que comemora o 2 de julho na Bahia. Isso é muito pouco divulgado ainda e o Estado de maneira geral também vem pouco aqui acompanhar esta festa em Caetité, concentrando atenção no Recôncavo. Como professor e morador, peço que esse reconhecimento seja fortalecido pelo Estado”, asseverou o professor que acompanhou todo o trajeto da aula pública junto a outros professores. Aprendizado - Para a secretária de Educação do município, Rosemária Joazeiro, a Aula Pública marcou o início de uma grande parceria com a Secretaria de Cultura, por meio da Fundação. “Pra todos nós foi uma manhã de aprendizado com a aula pública do historiador Argemiro Ribeiro. Queremos reforçar esta parceira com a Fundação e tenho certeza que nos próximos anos esta atividade se ampliará mais ainda na cidade, dentro dos nossos festejos do 2 de julho”, frisou a secretária. Foi em Caetité, por exemplo, que aconteceram episódios do “Mata-Maroto”, lutas entre brasileiros e portugueses. Neste dia, na cidade, os festejos cívicos pela data magna baiana começaram logo pela noite com o acendimento simbólico da Pira da Liberdade e o desfile da Cabocla. Já no dia 2 de julho, uma grande mobilização na cidade marcou as celebrações, que englobou desfile de fanfarras escolares, das Forças Armadas, filarmônicas, vaqueiros e trabalhadores rurais além de quilombolas. Destaque para os 36 grupos de montaria que se organizam anualmente para os festejos. Cerca de 4 mil cavaleiros e amazonas de todas as idades tomaram conta da cidade, em uma manifestação característica do município, que o singulariza dentre as demais celebrações no estado. Este ano, Caetité trouxe como tema “Sustentabilidade: Salve, Salve pátria amada”, focando na responsabilidade ambiental. Após o desfile, a população celebrou o tradicional Tedeum - expressão latina que significa “A ti Deus nós louvamos”. >> A programação de Aulas Públicas continuam em Salvador, junto a cursos, Feira de Livros e muito mais. Confira aqui.