SECULT estuda proteção oficial das ‘Cheganças e Marujadas’ na Bahia

07/08/2015

Amanhã, dia 08, a partir das 9h, equipe do IPAC/SECULT participa do 3º Encontro de Cheganças da Bahia em Saubara, na região do Recôncavo

[caption id="attachment_65001" align="aligncenter" width="414" caption="Foto: Lazaro Menezes "][/caption]

No intuito de salvaguardar e propor um registro de Patrimônio Cultural Imaterial das ‘Cheganças e Marujadas’ na Bahia, a equipe técnica do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura (SECULT) participa amanhã (07), a partir das 9 horas, do 3º Encontro de Cheganças da Bahia, em Saubara. Localizada às margens da Baía de Todos os Santos, Saubara está a 108 km de Salvador por via terrestre. Estarão presentes o secretário de Cultura, Jorge Portugal, o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, a diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Arany Santana, o gerente de Patrimônio Imaterial do IPAC, Roberto Pellegrino, assessores e técnicos estaduais. O encontro tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia. O projeto do evento recebeu o Prêmio de Culturas Afro-brasileiras da Fundação Palmares e Secretaria da Diversidade do Ministério da Cultura. PATRIMÔNIO IMATERIAL Foi a Associação Chegança de Marujos Fragata Brasileiro de Saubara que solicitou o registro da manifestação ao IPAC. “Como existem muitas em todo o estado, a ideia é elaborarmos um dossiê único com pesquisa documental, imagética e entrevistas, comprovando a importância dessa manifestação na Bahia para torná-la Patrimônio Imaterial”, diz o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira. O gerente do IPAC, Roberto Pellegrino, informa que após os estudos, o dossiê será encaminhado pela SecultBA para o Conselho Estadual de Cultura, que aprova ou não a proposta. Caso positivo, o governador analisa e decide pela publicação no Diário Oficial. Segundo o coordenador do evento, Rosildo Rosário, a programação de amanhã (08) começa com roda de conversa com os mestres e os integrantes da SecultBA. À tarde, o desfile de grupos de Saubara, Cairú, Jacobina, Remanso, Taperoá e Camaçari. TRADIÇÕESSegundo historiadores, as ''Cheganças e Marujadas'' representam as façanhas marítimas dos portugueses nos séculos XV, XVI, XVII e XVIII, misturando tradições ibéricas e culturas locais. Por isso, as dramatizações com fusões de costumes, inclusão de ''cristãos'' e ''mouros'', ''guerras'', ''conquistas'', ''vitórias'' e outras características. As pesquisas e estudos para um dossiê podem levar de seis meses até três anos, a depender da extensão geográfica de onde essa manifestação ocorra, da facilidade de documentos históricos e da complexidade do tema.