10/08/2015
O Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, Pelourinho) realiza na próxima quarta-feira (12/08) às 14h, um workshop com base na cultura afro-brasileira e no samba em uma parceria com a organização Art Helping Life. Direcionado a cerca de 20 integrantes da organização, o workshop contará com a mediação da etnomusicóloga Emília Biancardi, que irá expor seus conhecimentos através de uma palestra seguida de tocata, abordando o histórico e a espontaneidade do samba de cozinha, que utilizava pratos e colheres como instrumentos. Velly Bahia, diretor da Art Helping Life, Tânia Santiago, coreógrafa e dançarina brasileira residente na Califórnia (EUA) e integrantes da Orquestra Museofônica também participarão da atividade.
Criada em 2009 e com base em Nova Iorque (EUA), a Art Helping Life é uma organização sem fins lucrativos, que tem como foco ajudar vidas através da arte, produzindo atividades com troca de conhecimentos entre Estados Unidos e Brasil. Velly Bahia, diretor da organização, fez parte do projeto “Viva Bahia”, idealizado por Emília Biancardi em 1962 e conhecido como um dos principais responsáveis pela internacionalização da cultura afro-baiana e da capoeira, passando por lugares como Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e África.
Emília Biancardi
A etnomusicóloga baiana Emília Biancardi empreendeu, ao longo de sua vida, importantes pesquisas buscando entender a experiência humana na criação de sons. Nascida em Salvador, passou sua infância em Vitória da Conquista, cidade do interior da Bahia. Desde pequena vivenciou a música com a mãe ao piano e o pai nas batucadas de mesa. Entre o erudito e o popular construiu a sua formação musical, apaixonando-se pelas manifestações populares, afro-brasileiras e indígenas.
Emília possui uma extensa Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais, que apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. Doado ao Governo do Estado, o acervo entrará em exposição, e habitará três salas na nova ala do Solar Ferrão, cujo acesso será através da segunda portaria, que ganha ainda salas de acolhimento e de iniciação musical.
Orquestra Museofônica
A Orquestra Museofônica é uma proposta pedagógica musical idealizada pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), Ana Liberato, tendo como referencia a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. É composta por cerca por 30 integrantes, funcionários atuantes nas instituições museais e no IPAC, além de músicos convidados. Os instrumentos utilizados nas apresentações são provenientes das viagens de Emília por terras africanas, indígenas, orientais e europeias.