11/08/2015
[caption id="attachment_65091" align="aligncenter" width="480" caption="Foto: Samara Andrade "]
[/caption]
Construído em 1912 pelo comendador Bernardo Martins Catharino, projetado pelo arquiteto italiano Baptista Rossi e tombado como Patrimônio Cultural da Bahia em 1986, o famoso palacete do bairro da Graça que tem nome do seu proprietário, em Salvador, será ocupado pelo Balé do Teatro Castro Alves (BTCA). "Estamos realizando visitas ao imóvel; a ideia é usar performances artísticas dos bailarinos em pontos desse precioso espaço", informa o diretor do BTCA, Antrifo Sanches.
Antes conhecido como ''Villa Catharino'' o casarão secular funciona hoje no complexo arquitetônico-cultural do Palacete das Artes, unidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), que administra museus estaduais. "O projeto desse imóvel foi arrojado para época, idealizado por Rossi Baptista e decorado por Oreste Sercelli, num período em que a Graça ainda tinha estradas de terra, matas, fazendas de gado e lavouras", explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.
COMPLEXO CULTURAL - A proposta do BTCA é apresentar a dança em forma de mostra museológica em vários ambientes do imóvel. "Essa intervenção artística faz parte do Projeto #MusEuCurtoArte realizado em parceria com a Fundação Cultural (Funceb)", diz João Carlos. Já aconteceram apresentações no Museu de Arte da Bahia (MAB, Corredor da Vitória) e nos jardins do Palacete, sendo agora a vez do casarão de 103 anos.
Os dançarinos e o diretor do BTCA visitaram o Palacete no último dia 4 (agosto, 2015). "Discutimos cenas e avaliamos aspectos como espaços, iluminação e sonorização", relata Antrifo Sanches. Segundo ele, não serão apresentações em palco italiano como o público está acostumado. "A ideia é que ao longo de duas horas o público percorra vários cômodos do palacete, apreciando os bailarinos da mesma forma que fariam em exposição de telas ou esculturas", informa Antrifo.
Para o diretor do IPAC outra atração especial do complexo cultural é a união de dois estilos arquitetônicos. "Enquanto o casarão de 1912 é eclético, o pavilhão de exposições, ao fundo do terreno, tem linhas contemporâneas com concreto, metal, madeira e vidro", lembra João Carlos. A autoria da sala contemporânea é dos arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, este último discípulo da ítalo-brasileira Lina Bardi (1914-1992). Ambos também restauraram o palacete. O projeto ganhou o 1º lugar na Bienal de Arquitetura da Venezuela (2006).
RIQUEZA - "O casarão tem ornamentos e pinturas parietais com cenas românticas e naturezas mortas, forros do teto em painéis, com pinturas de anjos, folhas, flores e pássaros, e douramento na Sala Napoleão, ornada com águias", exemplifica o diretor do IPAC sobre a riqueza do imóvel. Outras características são os símbolos maçônicos, já que Catharino, Rossi e Cercelli eram maçons, os vitrais de N. S. da Conceição, pisos em parquet, mármore e ladrilho hidráulico. "Ainda existe um elevador francês do início do século XX", completa João Carlos.
[/caption]
Construído em 1912 pelo comendador Bernardo Martins Catharino, projetado pelo arquiteto italiano Baptista Rossi e tombado como Patrimônio Cultural da Bahia em 1986, o famoso palacete do bairro da Graça que tem nome do seu proprietário, em Salvador, será ocupado pelo Balé do Teatro Castro Alves (BTCA). "Estamos realizando visitas ao imóvel; a ideia é usar performances artísticas dos bailarinos em pontos desse precioso espaço", informa o diretor do BTCA, Antrifo Sanches.
Antes conhecido como ''Villa Catharino'' o casarão secular funciona hoje no complexo arquitetônico-cultural do Palacete das Artes, unidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), que administra museus estaduais. "O projeto desse imóvel foi arrojado para época, idealizado por Rossi Baptista e decorado por Oreste Sercelli, num período em que a Graça ainda tinha estradas de terra, matas, fazendas de gado e lavouras", explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.
COMPLEXO CULTURAL - A proposta do BTCA é apresentar a dança em forma de mostra museológica em vários ambientes do imóvel. "Essa intervenção artística faz parte do Projeto #MusEuCurtoArte realizado em parceria com a Fundação Cultural (Funceb)", diz João Carlos. Já aconteceram apresentações no Museu de Arte da Bahia (MAB, Corredor da Vitória) e nos jardins do Palacete, sendo agora a vez do casarão de 103 anos.
Os dançarinos e o diretor do BTCA visitaram o Palacete no último dia 4 (agosto, 2015). "Discutimos cenas e avaliamos aspectos como espaços, iluminação e sonorização", relata Antrifo Sanches. Segundo ele, não serão apresentações em palco italiano como o público está acostumado. "A ideia é que ao longo de duas horas o público percorra vários cômodos do palacete, apreciando os bailarinos da mesma forma que fariam em exposição de telas ou esculturas", informa Antrifo.
Para o diretor do IPAC outra atração especial do complexo cultural é a união de dois estilos arquitetônicos. "Enquanto o casarão de 1912 é eclético, o pavilhão de exposições, ao fundo do terreno, tem linhas contemporâneas com concreto, metal, madeira e vidro", lembra João Carlos. A autoria da sala contemporânea é dos arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, este último discípulo da ítalo-brasileira Lina Bardi (1914-1992). Ambos também restauraram o palacete. O projeto ganhou o 1º lugar na Bienal de Arquitetura da Venezuela (2006).
RIQUEZA - "O casarão tem ornamentos e pinturas parietais com cenas românticas e naturezas mortas, forros do teto em painéis, com pinturas de anjos, folhas, flores e pássaros, e douramento na Sala Napoleão, ornada com águias", exemplifica o diretor do IPAC sobre a riqueza do imóvel. Outras características são os símbolos maçônicos, já que Catharino, Rossi e Cercelli eram maçons, os vitrais de N. S. da Conceição, pisos em parquet, mármore e ladrilho hidráulico. "Ainda existe um elevador francês do início do século XX", completa João Carlos.