18/08/2015
[caption id="attachment_65483" align="aligncenter" width="472" caption="Foto: Lazaro Menezes "]
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''Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix'' é o título do livro já finalizado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) a ser lançado ainda neste segundo semestre de 2015. A publicação é uma adaptação do ''Dossiê de Registro Especial'' que o IPAC elaborou para a proteção oficial de 10 terreiros em Cachoeira e São Félix, cidades do Recôncavo baiano, a cerca de 110 km de Salvador.
São 244 páginas, mais de 250 fotos coloridas, mapas, ilustrações e infográficos. "Esses terreiros receberam uma proteção ainda inédita no Brasil que é o ''registro especial'' que contempla as condições simbólico-antropológicas dos terreiros e um ''plano de salvaguarda'' com metas, objetivos, regras e ações de proteção a curto, médio e longo prazos", afirma João Carlos Oliveira, diretor geral do IPAC.
ESPAÇOS SAGRADOS - Segundo gerente de Patrimônio Imaterial (Geima) do IPAC, Roberto Pellegrino, a proteção mais usual é o tombamento, que prevê a salvaguarda do espaço físico. Já o registro, além da proteção da área geográfica, também protege aspectos simbólicos-culturais desses espaços sagrados. Foram contemplados os terreiros ''Aganjú Didê'' (conhecido como ''Ici Mimó''), ''Viva Deus'', ''Lobanekum'', ''Lobanekum Filha'', ''Ogodó Dey'', ''Ilê Axé Itayle'', ''Humpame Ayono Huntóloji'' e ''Dendezeiro Incossi Mukumbi'', em Cachoeira, além de ''Raiz de Ayrá'' e ''Ile Axé Ogunjá'' em São Félix.
Referência no Brasil por ser um dos mais antigos órgãos do país que exectam políticas de proteção aos bens culturais, o IPAC tem por obrigação regimental promover a produção técnica e científica com a qual trabalha, incluindo livros. Alguns deles, dispõem de documentários em DVD. São destinados a instituições culturais, universidades, escolas e bibliotecas. Agentes municipais e prefeituras também recebem para subsidiar e aprimorar a gestão cultural.
DOWNLOADS - Os volumes já lançados pelo IPAC estão no site, na ''aba'' ''Downloads'' e no item ''Cadernos''. Ou diretamente no link. O livro dos terreiros só estará no site após o lançamento. Além da novidade do ''registro especial'' para terreiros, a Bahia foi o primeiro estado brasileiro a proteger através de decreto estadual e via registro um ofício, através do IPAC, com o Ofício de Vaqueiros, em 2011.
Informações sobre registros de bens culturais intangíveis são obtidas na Geima/IPAC, via telefone (71) 3116-6741 e endereço geima.ipac@ipac.ba.gov.br. Para dados sobre os projetos e obras do IPAC, acesse o site, o facebook ''Ipacba Patrimônio'' e o twitter ''@ipac_ba''.