IPAC fiscaliza montagens no Carnaval até esta quarta-feira (3)

01/02/2016
Palácio Rio Branco / Foto; Jefferson Vieira
Palácio Rio Branco / Foto: Jefferson Vieira

A fiscalização das estruturas do Carnaval 2016 em áreas históricas tombadas e protegidas pelas leis de patrimônio será realizada até essa quarta-feira, dia 3. Desde o dia 20 de janeiro que equipe especializada do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) realiza vistorias nas praças e ruas do Centro Histórico de Salvador (CHS). O IPAC é vinculado à Secretaria de Cultura do Estado.

Uma montagem de palco da prefeitura municipal no Terreiro de Jesus foi notificada no dia 22. Segundo o diretor de Projetos Obras e Restauro do IPAC, Felipe Musse, a fiscalização é importante no sentido de evitar possíveis impactos e danos ao patrimônio. Durante os serviços, os transeuntes já pareciam sensibilizados com a fiscalização.

“A reforma de um patrimônio depois de destruído é muito onerosa, por isso, a fiscalização pode evitar custos para o dinheiro público que é nosso”, disse a psicóloga Luana Peixoto (28) que presenciou as ações da equipe do IPAC. “É importante essa iniciativa para proteger o que é nosso”, completou o auxiliar de construção civil Raimundo Silva (66) também no local. “Essa medida é boa para a preservar e evitar gastos de restauro no futuro”, disse o comerciante Carlos José (55) que olhava os fiscais do IPAC trabalhando.

COLABORAÇÃO – Na semana passada o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, vistoriou outras áreas do CHS e a colocação de tapumes em edificações de mérito arquitetônico. “Os tapumes auxiliam na proteção dos edifícios históricos e na contenção de fluxos de pessoas, maquinários e transportes que passam próximos aos prédios”, explica João Carlos. Além disso, o dirigente estadual tem utilizado os veículos de comunicação para pedir colaboração da população, evitando depredações.

“Janelas, portas, gradis e elementos artísticos das fachadas ficam muito próximos às ruas que são estreitas – característica arquitetônica do barroco ibérico-português – colocando esse acervo em situação de fragilidade”, diz o diretor do IPAC. Teatro Castro Alves, palácios Rio Branco e Aclamação (Campo Grande), Palacete das Artes (Graça), além da Casa da Música (Parque do Abaeté), Cine Teatro (Lauro de Freitas) e o Centro Cultural de Plataforma, foram alguns dos prédios protegidos pelo IPAC.

“A iniciativa de anunciar ao grande público é fundamental como uma campanha educativa. O patrimônio é nosso”, afirmou a estudante de biotecnologia Marina Rabelo (22) que observou a fiscalização e os tapumes do IPAC.

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