
Foto: Sidney Rocharte
Encontro intercontinental de ritmos agitou os foliões que foram atrás do Arrastão Multicultural Guiné-Bahia na tarde de sexta-feira (6) no circuito Batatinha (Pelourinho). Com tambores e instrumentos de corda com cabaça africano como tomkoromgh, bëmsumi, djimbe, sabá e bata, até então desconhecidos pelos presentes, tocavam baianos e guineenses. Acompanhavam a batida do nanotrio, dançarinos que, assim como os músicos, vestiam roupas de tecidos africanos, inspirados no país com cores alegres e encantando mais ainda o público com a novidade. Os microtrios e nanotrios integram o programa Carnaval Pipoca do Governo do Estado, realizado pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) através do CCPI (Centro de Culturas Populares e Identitárias) e voltam a se apresentar nos outros dias de festa nos circuitos Dodô, Osmar e Batatinha.
"Dentro da cultura baiana temos muitos ingredientes de Guiná-Bissau e estamos numa ponte entre Guiné e Bahia para reanimar esta conexão. Temos que restabelecer este laço que deve se perpetuar", disse Muh Mû Mbana, que toca tomkoromgh e bëmsumi. Já a vocalista convidada do projeto, Nara Couto, que é baiana, disse que este grande encontro proporciona identificações. "Somos um só, mas fomos separados". No repertório, Nara aposta em sucessos dos Tincoãs e de Tiganá.
A proposta do grupo que conta com 15 integrantes é fazer uma junção étnico-cultural entre a Bahia e Guiné-Bissau. Gabi Guedes, diretor musical do projeto, artista acredita que a valorização de um projeto que faz essa fusão rítmica, acompanhada de cânticos guineenses, abre as portas para outros encontros entre grupos de outros países com produções locais. A união se concretizou a partir do encontro entre Muh Mû Mbana e o guitarrista baiano Jurandir Santana no Festival de Música Instrumental, em maio de 2015. Além dos já citados, integram o arrastão Lucas Maciel, Jadson (Shrek), Luís Coutinho, Iuri Passos, André Souza e Rodrigo Pantera.
CARNAVAL DA CULTURA