Tapete de Oxalá e Ogum tomam conta da Barra e Ondina nesta segunda-feira (8)

08/02/2016

Gandhy no circuito Dodô (Barra-Ondina)

Foto: André Frutuoso

Um dos mais belos cartões postais de Salvador, o Farol da Barra, ficou ainda mais bonito na tarde desta segunda feira (8) de Carnaval. Debaixo de um sol reluzente, o tapete branco e azul dos Filhos de Gandhy invadiu o Circuito Dodô levando para as ruas da Barra e Ondina toda mística do maior bloco afoxé da história do Carnaval da Bahia. Entre os mais de cinco mil associados, estavam o cantor Gilberto Gil e o ator Lázaro Ramos, acompanhado do filho, João Vicente, de apenas três anos. “Tradição boa tem que passar de pai para filho”, disse o ator. Já o cantor Gilberto Gil antes de deixar o bloco deu uma canja e comentou sobre o elo com os Filhos de Gandhy e se despediu. “São 35 anos, venho ainda que seja um pedacinho”, afirmou Gil.

O administrador Leonardo Cunha, 36, também era um dos representantes de Oxalá e Ogum. Há 16 ele integra os Filhos de Gandhy. "Para mim é uma religião, é mais que um simples bloco de Carnaval. Tem todo um ritual" explicou ele. O diretor do bloco João Paulo Góes recontou um pouco da história do bloco, destacando a importância do afoxé desfilar em todos os circuitos do Carnaval de Salvador.

Ele conta que O Gandhy surgiu em fevereiro de 1949 quando os estivadores do porto de Salvador resolveram criar um novo bloco diante da impossibilidade de o bloco carnavalesco “Comendo coentro” desfilar. “Durval Marques da Silva, conhecido como "Vavá Madeira", sugeriu a ideia e junto com Hermes Agostinho dos Santos, conhecido como Soldado, Manoel José dos Santos, o Guarda-sol, Almir Passos Fialho, o Mica, fundaram o bloco. De lá para cá nossa irmandade só faz crescer, agregando homens de todo Brasil em todos os circuitos da festa”, disse ele.                           

CARNAVAL DA CULTURA

O Carnaval da Cultura 2016 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais

 

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