02/03/2016

Foto: Acervo do MAB
Considerada nos anos 50 biblioteca referência em Arte no Brasil, a Biblioteca José Pedreira do Museu de Arte da Bahia retoma, após um hiato de 15 anos, a série de eventos e palestras que fizeram parte do seu calendário cultural, homenageando o Dia da Mulher, com palestra da professora e historiadora Heloísa Helena Gonçalves da Costa, no dia 8 de março, às 17h, com o tema “O papel da mulher na sociedade contemporânea".
O evento abre a 1ª edição do projeto mediações especiais no acervo do MAB, unidade vinculada ao IPAC/SecultBA, que se prolongará durante o ano com atividades programadas pela diretoria do Museu, a sua biblioteca e o seu setor educativo, buscando juntos abordar temas alusivos a datas e eventos cívicos-comemorativos, além de estimular a pesquisa, noo uso orientado do espaço público da biblioteca, compartilhamento de conhecimentos, tendo em vista o poder da arte no processo evolutivo da sociedade.
Segundo a bibliotecária Lúcia Valois, "o projeto vai revitalizar este espaço cultural e proporcionar uma maior interação e relação entre as bibliotecas brasileiras especializadas em Artes, e ampliar a visibilidade de seu acervo, para auxiliar os pesquisadores com novas opções de fontes de pesquisa".
Biblioteca do MAB tem mais de 20 mil itens
A Biblioteca de Arte José Pedreira foi fundada em 1931 pelo historiador Francisco Borges de Barros, com cerca de 300 itens. Passou a funcionar efetivamente em 1940 no Museu de Arte da Bahia. Em 1944, consegue pela primeira vez, dotação própria e passa a adquirir livros e revistas, principalmente nas especialidades de pintura e artes decorativas através do “Inspetor” do Museu, professor José Prado Valladares. Com essa visão, o então diretor procurou desenvolver a pesquisa nas diversas coleções que compõe o seu acervo, entre elas, raridades que nos levam a conhecer e imaginar a História da Bahia, da Cidade de Salvador, vivendo como vivia a sociedade baiana, e, alguns, com fotos, a exemplo do “Bêabá da Bahia: Guia turístico de José Valladares (1951); Procissões tradicionais da Bahia, de João da Silva Campos (1941) Relíquias da Bahia, de Edgar de Cerqueira Falcão (1940); Os presidentes da Província da Bahia de efetivos & interinos (1824 a 1889) de Arnold Wildberger; Brancos e Pretos na Bahia: Estudo de Contato Racial, de Donald Pierson, (1943); Candomblés na Bahia, de Edson Carneiro (1948).
Esse raro e valioso acervo, com cerca de 20 mil itens entre livros, periódicos, catálogos de exposições nacionais e estrangeiros e valiosíssimo serviço de recortes de jornais sobre artes e artistas baianos e brasileiros, passa agora ao domínio público e de pesquisadores. Estes materiais são apoio informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão da instituição e seus usuários, além de resguardar obras publicadas pela instituição. A Biblioteca do MAB funciona de segunda a sexta-feira das 10h às 19h.