18/03/2016

Foto: ASCOM/IPAC
“Esta reunião é uma das ações de salvaguarda para garantir a permanência e proteção do bem cultural no espaço público e, a partir disso, o conselho fará a gestão da sua realização”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Às 14h o diretor do IPAC, acompanhado por técnicos do órgão, faz visita técnica a Igreja do Convento do Recolhimento dos Humildes, onde o instituto restaura bens móveis.
400 ANOS – Desse trabalho de restauro do IPAC já estão prontos confessionários de madeira e banquetas para apoio de objetos litúrgicos (sagrados). O trabalho foi realizado pela coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC. “Ainda existem tocheiros que estão em fase final de restauro, na reintegração final de estética. São originários dos séculos XVII, XVIII e XIX, alguns portanto com até 400 anos”, explica Cláudio Brito, subgerente da Cores/IPAC. A coordenadora da Cores/IPAC, Kathia Berbert, destaca a raridade dos elementos.
Na reunião sobre a Festa do Bembé no turno da manhã, além da direção do IPAC, estarão presentes representantes dos terreiros de candomblé, do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), secretaria de Cultura e Turismo de Santo Amaro, secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Igualdade Racial e Gênero de Santo Amaro, da secretaria estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), do CEN, UFRB e UNEB.
ABOLIÇÃO – Segundo o gerente Patrimônio Imaterial do IPAC, Roberto Pelegrino, a reunião e instalação do Conselho do Bembé é para monitorar esse bem cultural imaterial. “O objetivo é pontuar qual foi o resultado da proteção do Bembé do Mercado”, diz Roberto. No Bembé de Mercado mais de 40 terreiros de candomblé vão as ruas. Acontecem cantos aos orixás, xirês e danças. “É o candomblé que é levado à rua, no largo do mercado da cidade. O Bembé comemora a abolição da escravatura e afirma a cultura africana”, explica o gerente do IPAC.