Comissões temáticas analisam 2,6 mil projetos inscritos nos Editais Setoriais

22/09/2016
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Foto: Rejane Mira

Pelo menos quatro comissões temáticas, formadas por especialistas em diversas áreas da cultura, já concluíram os trabalhos de avaliação de projetos inscritos nos Editais Setoriais 2016 do Fundo de Cultura da Bahia. As comissões responsáveis pela análise de mérito das mais de 2.600 propostas estão reunidas desde o último sábado (17). Os grupos têm de cinco a nove membros, a depender da diversidade e do número de projetos inscritos em cada setor.

O processo de escolha dos integrantes foi democrático, buscou-se perfis diferenciados, com a participação de pessoas da sociedade civil e do Poder Público. São técnicos da secretaria de Cultura, especialistas convidados e membros do Conselho Estadual de Cultura.
São mais de 170 especialistas, muitos vindos de outros estados e também do interior da Bahia, especialmente convidados para a avaliação. É o caso do ator mineiro Leonardo Lessa, integrante do Grupo Teatro Invertido, e ex-diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte. Ele está impressionado com a adesão da comunidade teatral e a qualidade e diversidade dos projetos apresentados, o que confirma a credibilidade e aceitação das políticas de fomento à cultura na Bahia.

“Há diversidade de linguagem, geracional e geográfica, gente de todas as regiões interessada pelos mecanismos de apoio”. Lessa observa que o Setorial de Teatro é um dos que têm o maior número de propostas inscritas: 243 no total. Já o artista plástico Gilberto Bahia, de Teixeira de Freitas (Sul da Bahia), considera os editais do Fundo de Cultura fundamentais para a descentralização da produção cultural e artística. “Esses editais abrem oportunidades e têm um efeito multiplicador”.

Conselho de Cultura - Na escolha dos membros das comissões foi considerada a atuação na área do edital específico, experiência em projetos, em gestão cultural e a capacidade de avaliar as propostas. Pelo menos dois membros da Comissão são representantes indicados pelo Conselho Estadual de Cultura. As comissões temáticas avaliam projetos distribuídos em 23 editais setoriais, a exemplo do Setor de Culturas Populares.

Membro dessa comissão, o professor da Escola de Belas Artes da UFBa, Ricardo Biriba,destaca a importância das políticas de fomento e financiamento à cultura na preservação das manifestações culturais populares. “A gente está conseguindo contemplar grupos que de fato necessitam. Se não fizermos isso, há o risco de extinção do que temos de mais significativo. Se não houver investimento essas manifestações tendem a acabar”.

Na avaliação, as comissões consideram as exigências apresentadas em cada edital e os interesses das políticas públicas culturais no Estado.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico e culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias Estaduais de Cultura e da Fazenda da Bahia. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: Mobilidade Artística e Cultural 2015.