Cultura em Movimento - Perfil: João Lima

12/12/2016
asd

Quem:
João Lima
Idade: 50 anos
Profissão: Dramaturgo, ator e palhaço

Todo mundo conhece a figura do palhaço, aquele de nariz vermelho que a gente vê principalmente no circo. Mas o que muita gente não sabe é que o palhaço veio do teatro e é umas das formas de interpretação mais admirável das artes cênicas, sendo importante para o autoconhecimento com base no “rir de si mesmo”. “Ser palhaço é ri de si mesmo, sem medo de ser ‘ridículo’. Temos um novo circo, saindo da tenda indo pra rua, pros palcos, pras feiras, que resgata a figura do palhaço, valorizando e dando mais condição de trabalho pra essa arte encantadora”, conta João Lima, 50, palhaço e ator. Filho de pais do interior da Bahia (a mãe de Araci e o pai de Feira de Santana), João nunca pensou estar nesse lugar que se encontra hoje. Com 9 anos foi morar em Piracicaba onde começou a fazer teatro numa oficina. Gostou tanto que desistiu de contabilidade ou informática e seguiu na faculdade de artes cênicas. Foi quando veio morar em Salvador, em 1992 ,para estudar na UFBA o curso de direção teatral, e não saiu mais da capital baiana. Como que sem querer, se viu seguindo pelos caminhos da palhaçaria. Fez cursos de iniciação e retiros em clown. Foi nessa época que conheceu o palhaço Biribinha, um dos palhaços mais velho do país. Juntos eles fizeram espetáculo o Casamento do Palhaço. “Ser palhaço, não é nada disso de ser extrovertido, de roupa colorida, não tem mais essa imagem, é muito mais. Acho que todo ator deveria fazer um curso de palhaçaria”, explica. Como resultado desses processos criou o espetáculo solo “O Circo de Um Homem Só”, a oficina “A Arte de Ser Palhaço” e a palestra “Palhaço: A Arte de Ser Quem Se É”, trabalhos esses que já circularam por diversas cidades, estados e festivais do Brasil. Além disso criou o “Picadeiro Andante”, um cortejo de palhaços que sai pelas ruas todo ano. Para os palcos, criou o grupo de teatro Via Palco, que já tem 18 anos em atividade. De lá pra cá o grupo já fez mais de dezenove espetáculos, onde cinco ainda permanecem no repertorio. Ganhou vários prêmios inclusive o Braskem de Teatro por “Nariz de Pó”, e pelo “O Sapato do Meu Tio”, há 10 anos em cartaz. Esse foi o espetáculo que levou grupo pro mundo e tem como características a utilização da linguagem da palhaçaria. Foi um dos fundadores da Cooperativa Baiana de Teatro, na qual foi presidente por dois mandatos. Nas telas,fez participação como ator em filmes baianos, entre eles Capitães de Areia, A Coleção Invisível, e A Finada Mãe da Madame. Em janeiro ele segue pra Argentina para uma oficina com o palhaço Chacovachi um dos mais famosos da palhaçaria de rua. Ele também pretende montar um espetáculo dramático/adulto e lançar seu solo de ator.

Confira outros perfis do Cultura em Movimento