15/10/2016
Foto: Fidélis Melo
Escritora de renome, Ana Maria Machado é a homenageada da Flica 2016 e teve em sua mesa a mediação de Mônica Menezes, nesta sexta-feira (14). Mas, antes de começar, recebeu um presente da organização do evento, uma escultura, inspirada nas senhoras da Irmandade da Boa Morte, do artista cachoeirense Doidão. A entrega foi feita pelo curador da Flica Emmanuel Mirdad e do secretário de Cultura, Jorge Portugal, que prestigiou o evento.
Em meio ao bate-papo com a mediadora, Ana Maria Machado foi lembrando histórias e o público foi conhecendo mais do universo da autora e suas obras. “Essas fronteiras são muito tênues, porosas, ir de lá pra cá, vai-se com muita facilidade”, contou ao explicar que não mais acha que escrever para adulto é igual a escrever para criança. Para ela o leitor é o maior prêmio, não importa a idade. “Então quem leu e quer trocar idéias sobre o livro, é algo sempre muito enriquecedor para mim”, disse.
Ela contou sobre uma pergunta que chamou sua atenção certa feita no México. Foi sobre sua idade, e “como Ana Maria Machado, com 64 anos, sabia o que se passa na cabeça de uma criança de 9 anos no México?”, perguntara o garoto e ela respondeu: “É um presente, um tesouro. É uma comunicação entre almas, ou como a gente quiser chamar” respondeu a autora, para o deleite do público.
Pela Tarde – A mesa 4 da Flica contou com a presença de Milton Hatoum e João Filho, sob a temática “A voz do autor” e mediados por Mirella Márcia, escritora, ensaísta e pesquisadora. Uma conversa descontraída que teve momentos de riso e de emoção, com direito a lágrimas, quando João Filho lembrou do pai e de sua trajetória.
Milton conversou, declamou versos e fez uma viagem abordando o passado, seus personagens e o gênero literário romance. “Os livros de romance não ajudam em nada, não é de autoajuda, mas lhe fazem pensar, e faz estabelecer relações com outras culturas”, frisou, após dizer que foi no romance de Jorge Amado, Capitães da Areia, quando era jovem e morava em Manaus, uma cidade totalmente diferente da Salvador retratada pelo autor. “O romance nos faz isso nos transporta para outro mundo, mundo que não conhecemos”, ressaltou.
A noite na Flica terminou com o Sarau do Poeta, um bela apresentação do ator Jackson Costa, que caracterizado como um sertanejo ao estilo encourado cantou e recitou poesia, no adro da Escadaria da Câmara de Cachoeira.
Em meio ao bate-papo com a mediadora, Ana Maria Machado foi lembrando histórias e o público foi conhecendo mais do universo da autora e suas obras. “Essas fronteiras são muito tênues, porosas, ir de lá pra cá, vai-se com muita facilidade”, contou ao explicar que não mais acha que escrever para adulto é igual a escrever para criança. Para ela o leitor é o maior prêmio, não importa a idade. “Então quem leu e quer trocar idéias sobre o livro, é algo sempre muito enriquecedor para mim”, disse.
Ela contou sobre uma pergunta que chamou sua atenção certa feita no México. Foi sobre sua idade, e “como Ana Maria Machado, com 64 anos, sabia o que se passa na cabeça de uma criança de 9 anos no México?”, perguntara o garoto e ela respondeu: “É um presente, um tesouro. É uma comunicação entre almas, ou como a gente quiser chamar” respondeu a autora, para o deleite do público.
Pela Tarde – A mesa 4 da Flica contou com a presença de Milton Hatoum e João Filho, sob a temática “A voz do autor” e mediados por Mirella Márcia, escritora, ensaísta e pesquisadora. Uma conversa descontraída que teve momentos de riso e de emoção, com direito a lágrimas, quando João Filho lembrou do pai e de sua trajetória.
Milton conversou, declamou versos e fez uma viagem abordando o passado, seus personagens e o gênero literário romance. “Os livros de romance não ajudam em nada, não é de autoajuda, mas lhe fazem pensar, e faz estabelecer relações com outras culturas”, frisou, após dizer que foi no romance de Jorge Amado, Capitães da Areia, quando era jovem e morava em Manaus, uma cidade totalmente diferente da Salvador retratada pelo autor. “O romance nos faz isso nos transporta para outro mundo, mundo que não conhecemos”, ressaltou.
A noite na Flica terminou com o Sarau do Poeta, um bela apresentação do ator Jackson Costa, que caracterizado como um sertanejo ao estilo encourado cantou e recitou poesia, no adro da Escadaria da Câmara de Cachoeira.