Tiganá Santana estreia espetáculo “Não se Traduzem Feitiços”

08/11/2016
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Foto: Jaguaray Santana

Na próxima quinta-feira (10), no Teatro Gregório de Mattos, em Salvador, com sessões às 19h e às 20h30 estreia o espetáculo “Não se Traduzem Feitiços”, um experimento audiovisual do músico Tiganá Santana em colaboração com a artista visual Clara Domingas. Som e imagem unidos em uma experiência multidimensional, criada coletivamente a partir de manifestações de forças nativas humanas e da natureza. Entrelaçadas com a música, as imagens convocam a uma dimensão de mistério, memória, temporalidade e sonho.

É essa a ideia central do DVD “Não se Traduzem Feitiços”, projeto que tem o patrocínio da Natura Musical e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. Após a apresentação em Salvador, o espetáculo segue em turnê para São Paulo (17/11), no Memorial da América Latina, no Rio de Janeiro (24 a 27/11), no Teatro Sesc Copacabana.

A ideia é subverter a lógica temporal do "qual é a próxima música?" e promover uma experiência que propõe reflexão e contemplação. São 40 min de exibição com um único tema musical, onde o público poderá conferir o resultado de um trabalho de imersão criativa e coletiva, que durou nove meses, começou na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, e seguiu pelo Litoral Sul e Norte da Bahia, de Olivença à Casa da Torre, em Praia do Forte, passando pelo bairro de Itapuã.

No palco, o público não verá os músicos, e sim interpretações visuais de Clara, a partir dos registros feitos nessas regiões, que dialogam com os sons de percussão, violão tambor, violões de aço, clarineta, vozes e outras interferências sonoras, executadas ao vivo.

FAZCULTURA – Parceria entre a SecultBA e a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o mecanismo integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.