Pelourinho sedia bate-papo, mostra gastronômica e oficina sobre negritude

22/11/2016
Cristiele

Nesta quinta-feira (24), a partir das 14h, o Centro de Documentação e Memória do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), no Pelourinho, Salvador, sedia uma “Agenda de Negritudes” com mostra gastronômica, oficina e bate-papo. O evento é gratuito, aberto a qualquer interessado e marca o mês da Consciência Negra.

Ação começa com o compositor, músico e cantor baiano, Gerônimo Santana, que será a atração principal de um bate-papo com tema “A Música como Afirmação da Identidade Negra”. Autor de ‘Eu sou Negão’, música que fez sucesso na década de 1980, e ‘É d’Oxum’ com Vevé Calazans, Gerônimo traz na sua trajetória profissional exemplo para milhares de jovens negros que buscam autoestima e realização. Ele nasceu em 1953, na Ilha de Bom Jesus dos Passos (Salvador), zona norte da Baía de Todos os Santos. “Suas composições foram gravadas por Maria Bethânia, Elba Ramalho, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Jorge Aragão, Beth Carvalho e Dudu Nobre, dentre muitos outros artistas”, completa Pellegrino.

Gastronomia
Já às 15h30 será a vez do chef e pesquisador gastronômico, Alicio Charoth, com uma mostra da gastronomia afro-baiana contemporânea. Exemplos como o ‘Paterê’ (tiras de frango, manga verde, verduras e gengibre) serão comercializados. Com mais de 30 anos de experiência e uma cozinha autoral, Alicio faz parte de geração que valoriza a cultura brasileira, trazendo o elemento identitário para a culinária. Restaurantes na Espanha, Portugal e Brasil (Maria Matamouro), foram montados por ele.

Simultaneamente à mostra gastronômica, acontece a oficina ‘Entre Tranças e Turbantes’, com amarração de turbantes e uma sessão de feitura de tranças. Participam a jornalista Cristiele França e a trançadeira Railza Evangelista. A ideia é ensinar como enfeitar cabeças e madeixas ao estilo afro-baiano.  Os participantes podem levar os seus tecidos para produzir os turbantes ou adquiri-los no local. No local também ficará exposta uma pequena mostra de turbantes e seus significados para a cultura afro.

Biblioteca
O Cedom/IPAC dispõe de sete mil documentos, dentre livros, periódicos, revistas, fotos, projetos e cadastros arquitetônicos, plantas, mapas, croquis e levantamentos produzidos entre 1969 e 2007. Acervo com 130 mil fotos, filmes, fitas cassetes, fotogramas, slides, reproduções antigas e álbuns também são encontrados no local.

No Cedom fica ainda a Biblioteca do IPAC, que é uma unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. O Cedom atende de segunda-feira a sexta–feira, das 8h às 12h e de 13h às 17h, à Rua Gregório de Mattos, nº29.