Site “A Bahia tem Dendê” celebra um ano reunindo conteúdo sobre as baianas de acarajé

23/11/2016
Dia da baiana

No dia 25 de novembro, quando se comemora o Dia das Baianas, a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé celebra o primeiro ano do site “A Bahia tem Dendê”, criado por meio do Programa Iberoamericano de Bibliotecas Públicas. O site reúne um vasto conteúdo a respeito da cultura e do trabalho das Baianas de Acarajé, patrimônio imaterial da Bahia e apresenta também diversas publicações, como artigos, revistas, pesquisas iconográficas de imagens desde o século 19 e um e-book com temáticas que se associam às baianas do acarajé. O conteúdo do site foi gerado pela equipe da biblioteca, que participou do edital em parceria com a Associação de Baianas de Acarajé, Mingau e Receptivo (Abam).
Ainda na home page pode ser acessado um mapa onde o leitor pode encontrar pontos de venda de acarajé em Salvador, com identificação do profissional, além de informações de obras de arte, exposições e fotografias relacionadas à cultura negra no Brasil.

Funcionamento

Na construção do site, a ABAM forneceu documentos e informações e, a partir do ano que vem, será a responsável pela alimentação de seu conteúdo. “O objetivo é de que o site sirva como instrumento de informação sobre a cultura e o trabalho da Associação, servindo como um material de trabalho para as baianas”, explica Clíssio Santana, diretor da Biblioteca Virtual. “É uma forma de valorizar esse ofício, que é antigo e se mantém vivo em nossa cidade e região  metropolitana como fonte de renda para muitas pessoas”, conta.

Para Danilo Moura, assessor da Diretoria da ABAM, o “A Bahia tem Dendê” é importante para a divulgação de conteúdos que, antes, dificilmente a Associação conseguia dar a devida publicidade. “Em tempos recentes de conexão, ele se mostrou fundamental, principalmente por seu conteúdo leve e de fácil operação pelo usuário, onde as baianas e pessoas desse universo conseguem ter acesso”, conta.

Melhorias
Uma das mudanças que serão feitas no site após a transição para a ABAM será uma maior institucionalização dele. “Terá um caráter ainda mais institucional, com mais conteúdos, apresentando uma maior organização e informação sobre o ofício da baiana, mas também mostrando a instituição como parte de todo seu universo”, revela.

Dulcemari de Jesus trabalha como baiana desde os sete anos, herdou da sua avó, em 1992, o lugar na Praça da Sé onde hoje trabalha. Segundo a baiana, o site é uma importante forma de conscientizar as pessoas sobre a causa das trabalhadoras na área. “É uma chance que temos de valorizar o nosso trabalho, tão discriminado na nossa cidade.”, opinou.

Dulcemari diz que a banalização da profissão vem até mesmo de outros vendedores. “Ser baiana não é para qualquer pessoa. Hoje encontramos acarajé de qualquer valor. O nosso material é caro, e, por falta de conhecimento, as pessoas desvalorizam a nossa história e o nosso trabalho”, explica.

Acesse o site A Bahia Tem Dendê!