13/12/2016
Algumas das mais emblemáticas coleções de arte da Bahia integram a mostra “Tropicália: Régua e Compasso” em cartaz no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, até 30 de março. São obras das coleções de instrumentos-esculturas musicais de Walter Smetak e do acervo de Arte Popular do Solar Ferrão, além de obras dos artistas Lenio Braga e Carybé, do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Palacete das Artes, MAM e Ferrão são museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), órgão que coordena a política de museus na Bahia e administra os principais espaços museais da capital. A mostra é uma iniciativa da Fundação Cultural (Funceb), em parceria com o IPAC e Fundação Pedro Calmon, unidades ligadas à Secretaria de Cultura do Estado.
A exposição intitulada “Tropicália: Régua e Compasso” comemora os 50 anos do movimento do tropicalismo incluindo na programação palestras e performances musicais. O cantor e compositor Tom Zé foi a estrela da abertura na última quinta-feira (8) no Palacete. A mostra é gratuita e fica aberta no Palacete, das terças às sextas, das 13h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h, na Rua da Graça, nº284.
O músico, compositor, inventor de instrumentos musicais, escultor, escritor e professor suíço-brasileiro Walter Smetak (1913-1984), também é atração da mostra. “Ele influenciou geração de importantes músicos que participaram do tropicalismo ou foram influenciados por esse movimento artístico-cultural. Smetak fez parte de uma vanguarda na Bahia”, diz João Carlos. Vinte e dois instrumentos de Smetak são da exibição permanente do Solar Ferrão e estão na mostra ‘Tropicália’ até março.
MARTIM e LINA – A Coleção de Arte Popular também está na mostra. São 61 peças do Nordeste coletadas entre as décadas de 50 e 60 do século XX pelo diretor teatral pernambucano radicado na Bahia, Martim Gonçalves (1919–1973). “Posteriormente, o acervo foi ampliado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992)”, completa Jorma. Peças utilitárias e figurativas, carrancas, ex-votos e imaginária integram a coleção. Esculturas em cerâmica, fifós, panelas, potes de barro, brinquedos, utensílios domésticos e objetos reciclados ainda fazem parte.
Já o MAM colaborou com uma obra do artista plástico Lenio Braga e outra de Carybé, que fazem parte do acervo permanente do museu. “Acho muito importante o empréstimo dessas obras, principalmente por Lenio Braga, que teve uma participação ativa na Tropicália”, comemora a diretora do MAM, Ana Liberato. O diretor do Palacete e curador da exposição, Murilo Ribeiro, afirma que o recorte da mostra também reúne informações que servem para o conhecimento das novas gerações.
Lenio Braga (1931-1973) produziu obras artísticas bastante diversificadas na segunda metade dos anos 1950 e na década de 1960, como pintor, desenhista, artista gráfico, escultor, gravador e fotógrafo. Já Hector Julio Paride (1911-1997), conhecido como Carybé, foi pintor, gravador, escultor, ceramista, ilustrador e desenhista argentino, naturalizado brasileiro. Apaixonado pela Bahia, Carybé tornou-se conhecido com suas obras que valorizavam a cultura baiana, os rituais afro-brasileiros, a capoeira, as belezas naturais e arquitetônicas da Bahia.
SERVIÇO
Tropicália: Régua e Compasso
Exposição até 30 de março, às terças, quartas e quintas-feiras, sempre a partir das 17h
A Sopa de Maria: Terças-feiras: 20/12, 10 e 24/01, 7 e 14/02, 14 e 28/03
Uma Ideia na Cabeça: Todas as quartas-feiras até 30/03
Essa Noite se Improvisa: Quintas-feiras: 5 e 19/01, 09/02, 23 e 28/03
Seminário e lançamento de revista: 29 e 30/03
Contato: (71) 3117-6987/6986
Mais informações:
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