Cultura em Movimento - Perfil: Marlene Moreira

16/01/2017

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Quem: Marlene de Assis de Deus Moreira
Idade: 65 anos
Atuação: Analista Técnica (bibliotecária)


Este perfil é comemorativo pelos 127 anos do Arquivo Público da Bahia, uma unidade da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Matérias e entrevistas compõem a celebração ao Arquivo que guarda a memória da história dos baianos, da Bahia e do Brasil.

Conhecida como a “coringa” do Arquivo Público, Marlene Moreira há 36 anos trabalha na Instituição, e por sua dedicação à educação patrimonial conquistou o esse reconhecimento dos colegas. Marlene nasceu no bairro do Calabar, numa família humilde, mas sempre valorizou o estudo, formou-se em Biblioteconomia, na UFBA, em 1975. Trabalhou em algumas bibliotecas e em 1981 entrou para o Arquivo Público, no setor de Arquivos Republicanos, “Trata da história da Bahia e do Brasil, com documentos da secretaria do governo, registro de entrada e saída de estrangeiros, ou seja, documentos importantes da nossa historia, que tem valor simbólico para o pesquisador”, diz. Nestes anos dedicados ao Arquivo, Marlene passou por diversos setores. Hoje, ela trabalha na seção de arquivos judiciários um dos mais consultados do Arquivo Público. Este setor envolve a documentação da vida social antiga e atual, como escrituras, cadeia sucessória, testamentos, etc. O Arquivo Público do Estado guarda os impressos mais importantes do Brasil, como por exemplo, toda a documentação sobre a fundação da Bahia, o mais antigo é do Foral da Capitania de Itaparica de 1553 que Marlene tem um carinho especial. “Nunca falta pesquisadores, porque essa é a fonte original. O arquivo revela a historia da Bahia e do Brasil, nossa cultura. Sem a memória e a preservação não somos nada”, declara. Marlene também fez curso de paleografia (estudo de textos manuscritos antigos e medievais, independentemente da língua veicular) e acrescentou à carreira o título de Analista Técnica do Estado. Participou de quase todos os Anais do arquivo, mas agora já pensa em se aposentar. A estudante que um dia pensou em fazer vestibular para matemática, tem hoje uma certeza, “O conhecimento é muito importante, aprendendo a cada dia. Vou sentir falta do Arquivo, mas me sinto feliz com o sentimento de dever comprido. Fico muito feliz com meu trabalho, e saber que fiz tudo que podia fazer”.

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