26/01/2017

A ATeliê voadOR Companhia de Teatro estreia nesta quinta-feira (27), às 19h, no Laboratório de Experimentação Estética, anexo do Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, o espetáculo "Uma Mulher Impossível", mais novo Solo Voador que traz para cena a atriz Mariana Moreno. O espetáculo fica em cartaz até o dia 12 de fevereiro.
O solo, com título inspirado na obra da escritora feminista brasileira Rose Marie Muraro, tem dramaturgia de Djalma Thürler e é mais um investimento do dramaturgo no diálogo entre o teatro e as subalternidades.
Thürler explica que o texto discute como é necessário tratar a raiz cultural do machismo, problema de toda a sociedade. "Ainda hoje existe um problema de gênero e temos que resolvê-lo através de uma prática de liberdade. Tomamos atitudes que estimulam o patriarcado, a repressão das práticas de liberdade feminina e da livre defesa das ideias das mulheres", comenta Thürler.
Uma Mulher Impossível é impossível, abstrata, irreal e não há uma personificação com características palpáveis. "É uma alegoria fantasmagórica. Ou seja, a mulher impossível não corresponde ao real porque, na verdade, ao mesmo tempo em que são percebidas, não deveriam estar presentes", descreve o dramaturgo.
Enredo
Uma mulher com desejos sexuais e sociais reprimidos. Essa é a personagem de Uma Mulher Impossível, enclausurada em aparelhos de poder. Insatisfeita, esta mulher se vê desejada através de cartas que recebe e a faz contestar toda redoma em que vive. Quem manda estas cartas? "Surpresa. O público terá que ir assistir para descobrir", responde Mariana Moreno.
O solo é um manifesto estético, poético, ácido e provocante para um novo feminismo. Costura fatos e histórias das escritoras Chimamanda Ngozi Adichie, Rose Marie Muraro, Virginie Despentes e da própria atriz, Mariana Moreno. Uma Mulher Impossível é um convite a se pensar, em nome de todas as mulheres, sobre o machismo, a violência e a pornografia feminina.
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