27/02/2017

Foto: Fafá
Empoderamento é a palavra que define a terceira noite do Carnaval do Pelô, que reuniu, no palco principal do Largo do Pelourinho, alguns dos principais nomes da atualmente conhecida como “geração tombamento”- que tem entre as características a auto-afirmação da identidade e a liberdade expressa nos ideais e no visual, - e da música negra em suas diversas pegadas. A conexão de Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira com as cantoras Assucena Assucena e Raquel Virgínia, além da artista Tássia Reis, trouxe ao palco do Largo do Pelourinho o projeto Salada das Frutas.
O show, que celebrou a identidade e o orgulho de cada artista, trouxe uma variedade de sucessos em interpretações solo e em conjunto. Para Raquel, do grupo As Bahia, o lúdico tem sido muito político, então é necessário que o palco do Pelourinho receba artistas que promovam discussões. “Trabalhamos de forma lúdica, mas ao mesmo tempo colocamos todas as questões da nossa cultura que precisam de debates e aprofundamento, além dos 50 anos do Tropicalismo, que também é um momento respeitável”, afirma.

Foto: Fafá
Depois da Salada de Frutas que entrou em cena foi O Rock é Negro. A cantora Larissa Luz e Ellen Oléria se uniram ao rapper BNegão para trazer à tona o Rock and Roll sob uma perspectiva essencialmente negra. O público foi ao delírio no show que tratou sobre empoderamento da mulher, sobretudo negra e o rock. “A partir de minhas pesquisas musicais tive a constatação de que o rock é negro. Essa oportunidade é perfeita pra experimentar esse projeto com dois artistas que são super rock n’roll. Nós temos uma sintonia muito boa e viemos pra dizer que o rock não é para os negros, o rock é dos negros”, Em tempos de debates calorosos sobre apropriação cultural, o projeto idealizado pela Larissa Luz propõe novas formas de conhecimento, como destaca a cantora. “Há muitas nuances que precisam ser discutidas sobre o assunto, para não haver desrespeito com o povo negro e sua produção cultural”.
Outros Largos
No início da tarde, no Largo Pedro Archanjo foi realizado mais um baile infantil que divertiu a criançada e suas famílias durante a tarde com a apresentação do grupo PUMM – Por um Mundo Melhor. Além de samba-reggae, samba, pop rock e outros ritmos, o repertório incluiu famosas marchinhas. Mais tarde aconteceu o concerto da Orquestra Paulo Primo, veterana do Carnaval do Pelô, onde já toca há 17 anos, a orquestra trouxe um repertório especial em homenagem à Tropicália. A programação terminou num clima bem roots com o show de Dionorina, um dos mais antigos e importantes artistas de reggae da Bahia.
O cantor Virgílio, mais conhecido por suas participações nos festejos juninos, mostrou que também entende de carnaval e colocou o folião pra pular no Largo Tereza Batista. Com um repertório de Axé, ritmo musical no qual ele iniciou a carreira, o cantor prestou homenagem a Moraes Moreira. No mesmo palco, além do segundo dia do projeto Praça do Frevo Elétrico, comandado por Carlos Pitta, aconteceu a folia da banda Bailinho de Quinta, que colocou a galera pra dançar e se divertir ao som das antigas marchinhas de carnaval com uma roupagem moderna.
O grupo Rapaziada da Baixa Fria – RBF, mostrou no Largo Quincas Berro D’Água que o hip-hop também combina com carnaval. “O público e o Estado a cada ano vêm escutando o nosso apelo de que o hip hop é uma realidade na Bahia. Então, ele tem que estar na grade do carnaval”, disse o vocalista do grupo, Aspri . No mesmo largo, aconteceu o show da grandiosa sambista Gal do Beco, que homenageou outro importante nome do samba Cacau do Pandeiro, que participou do show. O encerramento ficou por conta da Toco y Me Voy, banda de pop rock que fala de movimento, amor e política combinados a ritmos e estilos diversos.
CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.
O show, que celebrou a identidade e o orgulho de cada artista, trouxe uma variedade de sucessos em interpretações solo e em conjunto. Para Raquel, do grupo As Bahia, o lúdico tem sido muito político, então é necessário que o palco do Pelourinho receba artistas que promovam discussões. “Trabalhamos de forma lúdica, mas ao mesmo tempo colocamos todas as questões da nossa cultura que precisam de debates e aprofundamento, além dos 50 anos do Tropicalismo, que também é um momento respeitável”, afirma.

Foto: Fafá
Depois da Salada de Frutas que entrou em cena foi O Rock é Negro. A cantora Larissa Luz e Ellen Oléria se uniram ao rapper BNegão para trazer à tona o Rock and Roll sob uma perspectiva essencialmente negra. O público foi ao delírio no show que tratou sobre empoderamento da mulher, sobretudo negra e o rock. “A partir de minhas pesquisas musicais tive a constatação de que o rock é negro. Essa oportunidade é perfeita pra experimentar esse projeto com dois artistas que são super rock n’roll. Nós temos uma sintonia muito boa e viemos pra dizer que o rock não é para os negros, o rock é dos negros”, Em tempos de debates calorosos sobre apropriação cultural, o projeto idealizado pela Larissa Luz propõe novas formas de conhecimento, como destaca a cantora. “Há muitas nuances que precisam ser discutidas sobre o assunto, para não haver desrespeito com o povo negro e sua produção cultural”.
Outros Largos
No início da tarde, no Largo Pedro Archanjo foi realizado mais um baile infantil que divertiu a criançada e suas famílias durante a tarde com a apresentação do grupo PUMM – Por um Mundo Melhor. Além de samba-reggae, samba, pop rock e outros ritmos, o repertório incluiu famosas marchinhas. Mais tarde aconteceu o concerto da Orquestra Paulo Primo, veterana do Carnaval do Pelô, onde já toca há 17 anos, a orquestra trouxe um repertório especial em homenagem à Tropicália. A programação terminou num clima bem roots com o show de Dionorina, um dos mais antigos e importantes artistas de reggae da Bahia.
O cantor Virgílio, mais conhecido por suas participações nos festejos juninos, mostrou que também entende de carnaval e colocou o folião pra pular no Largo Tereza Batista. Com um repertório de Axé, ritmo musical no qual ele iniciou a carreira, o cantor prestou homenagem a Moraes Moreira. No mesmo palco, além do segundo dia do projeto Praça do Frevo Elétrico, comandado por Carlos Pitta, aconteceu a folia da banda Bailinho de Quinta, que colocou a galera pra dançar e se divertir ao som das antigas marchinhas de carnaval com uma roupagem moderna.
O grupo Rapaziada da Baixa Fria – RBF, mostrou no Largo Quincas Berro D’Água que o hip-hop também combina com carnaval. “O público e o Estado a cada ano vêm escutando o nosso apelo de que o hip hop é uma realidade na Bahia. Então, ele tem que estar na grade do carnaval”, disse o vocalista do grupo, Aspri . No mesmo largo, aconteceu o show da grandiosa sambista Gal do Beco, que homenageou outro importante nome do samba Cacau do Pandeiro, que participou do show. O encerramento ficou por conta da Toco y Me Voy, banda de pop rock que fala de movimento, amor e política combinados a ritmos e estilos diversos.
CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.