Diferentes gerações da música movimentam segunda-feira de Carnaval do Pelô

28/02/2017
Tropifágica
Diferentes gerações da música movimentam segunda-feira de Carnaval do Pelô.
Foto: Walmir Cirne/ SecultBA


Uma noite que mostrou talentos da nova geração e trouxe grandes sucessos da história da música baiana marcou a véspera do encerramento do Carnaval do Pelô. No penúltimo dia de folia momesca, o público se fez presente e não parou de pular, nem mesmo debaixo de chuva. O projeto Tropicália e Tropifágicos abriu a noite de shows no Largo do Pelourinho, trazendo o resultado de imersões artísticas que combinam conceitos filosóficos a influências de movimentos como o antropofágico, o mangue beat e claro, o tropicalismo. A proposta criada pela banda Cena Tropifágica prestou homenagens à Tropicália e a Jorge Mautner, um dos principais influenciadores do movimento, e também levou ao palco o cantor e instrumentista Bem Gil, que substituiu de última hora o próprio Mautner, impedido de participar por problemas de saúde, além da cantora Mariella Santiago. “É importante pra gente reviver esse clima de liberdade ideológica, política e artística que é a Tropicália, essa vontade e poder de ser quem é. A gente recupera tudo isso celebrando os 50 anos do movimento”, declara Mariella.

Gêronimo Santana

Também no palco principal, o cantor e compositor Gerônimo Santana, símbolo da resistência cultural do Pelô, comandou o projeto Axé Music – Música Forte, junto com a cantora Laurinha Arantes, primeira mulher a subir no trio elétrico, e um dos maiores compositores dos blocos afro, Adailton Poesia. Juntos, eles trouxeram sucessos do axé das décadas de 80 e 90. “A Bahia é antropofágica, mas deve ter amor e sentimento nativista pelos nossos compositores e nossos artistas, e é isso o que estou fazendo”, afirmou Gerônimo.

O Largo Pedro Archanjo foi palco dos gatinhos Tatá (interpretado por Tatá), Mimi (por Ediane Souza) e Quequinha (Jessica Lima), os Gatos Multicores, que animaram a tarde da criançada com músicas, brincadeiras e muito chocolate. A noite no espaço começou ao som da Orquestra Sérgio Benutti, que promoveu um baile com o repertório dos antigos carnavais, com as marchinhas e sambas.

A Praça do Frevo Elétrico chegou à sua penúltima noite no Largo Tereza Batista, o projeto comandado por Carlos Pitta continua animando o folião através da mistura de ritmos dos carnavais da Bahia e de Pernambuco. No mesmo palco aconteceu o show da Banda Cativeiro, representando o reggae na folia.

Os fãs de arrocha invadiram o Largo Quincas Berro D’Água, onde a noite começou ao som de Magno Santé. O cantor atraiu seu fã-clube, conhecido como as Magnetes, e trouxe no repertório músicas de cantores como Marília Mendonça, Tayrone, Pablo, além de marchinhas carnavalescas e canções autorais. A noite foi encerrada por um dos grandes representantes da velha guarda do samba, Raymundo Sodré, que prestou homenagens a Chico Evangelista, que faleceu no último dia 21, e ao cantor Gilberto Gil.

CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.